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Amizade entre pacientes ajuda a superar a doença renal crônica

No Dia do Amigo, comemorado em 20 de julho, o que dizer sobre uma pessoa que faz toda a diferença na vida da gente? Kleydiane e Mariana são duas jovens alegres, vaidosas, que gostam de música e de redes sociais. Elas se conheceram em um momento de adversidade, quando ainda eram adolescentes, quase crianças e faziam hemodiálise na unidade da Fundação Pró-Rim em Palmas (TO). Ambas moram na capital tocantinense.

Contamos essa história especial em comemoração ao Dia do Amigo (20/07).

Mariana e kleydiane durante uma das sessões de hemodiálise. As duas aproveitam as 4 horas de tratamento para colocar o papo em dia.

Depois de sete anos, as garotas continuam com o tratamento, mas, mesmo contra todas as dificuldades elas mantêm a alegria, a vontade de viver e se ajudam mutuamente. Uma cuida da outra com muito carinho. Certamente a doença serviu para fortalecer esta amizade, que ficou cada vez mais sólida e comove a todos que as conhecem, principalmente pacientes e funcionários da clínica.

Kleydiane Lima do Carmo conheceu Mariana Silva dos Reis em 12 de junho de 2013, no primeiro dia de tratamento.

“Quando iniciei a terapia renal substitutiva, estava muito triste. Na época eu tinha 14 anos e Mariana era apenas quatro meses mais nova do que eu, mas ela já fazia hemodiálise desde 2011. Hoje estou com 21 anos. No começo percebi que a minha colega de hemodiálise não gostava muito de mim, me achava com o nariz empinado. Em seguida passamos a usar a mesma Van que nos transportava para o tratamento. Aí descobri que tínhamos muito em comum, além da doença renal. Então convidei ela para a ir à minha casa. Depois fui na casa dela. Então começou a nossa amizade que dura até hoje e vai ser pra toda vida. Uma amizade assim vale ouro. Poucos têm esse privilégio”, define Kleydiane.

A doença aproximou

“Com o tempo, descobri que somos muito parecidas. Penso que a doença renal nos aproximou muito e mostrou o quanto uma precisa da outra. Considero a Mariana uma pessoa maravilhosa, guerreira, pela forma determinada como ela enfrenta a doença. Me fez ver que essas dificuldades são algo natural da nossa condição. Ela não é de ficar se vitimizando ou reclamando de tudo”, explica Kleydiane.

Mas elas não gostam muito de falar de doença. “A gente quer mesmo é fazer festa, ouvir e dançar frevo com muita leveza e se divertir o tempo todo. Eu sempre falo pra Mariana que a gente vai ter essa amizade até o fim, de sempre, pra sempre”. A jovem garante que conhece muito bem a sua amiga e revela os seus gostos principais: “além de ser viciada no celular, Mariana adora comer e dormir”.

Alegria

Já Mariana atesta a importância dessa convivência: “A amizade que nós temos dá força para suportar a doença. Mas já ficamos de mal por uma semana, sem se falar. A culpa foi minha”, reconhece. Segundo ela, Todos os conhecidos dizem que em qualquer festa, se elas não estiverem, o ambiente fica sem graça. “Os amigos amam sair com a gente. A Kleydiane é muito engraçada. Ela faz todos rirem, inclusive na Pró-Rim. Nem parece que está fazendo hemodiálise.

Cuidados

 

Mariana também deixa a sua mensagem para marcar o Dia do Amigo. Para ela, é muito bom a gente saber que pode contar om uma amizade verdadeira. “Sempre que não passo bem, ela vai lá em casa para cuidar de mim. Me sinto segura com ela por perto. Acho essa preocupação muito bonita. Mas eu também retribuo e cuido dela.

Ela deixa a receita para manter sempre esse vínculo: “A nossa amizade é regada com sinceridade, verdade e confiança”, define. E acrescenta: “Eu conheço os gostos dela. Sei que a Kleydiane adora festa, dançar, comer banana e de falar o tempo inteiro. Mas a característica mais marcante é a alegria, fazer todo mundo em volta sorrir. Independente de tudo, eu acredito que não conseguiria viver sem a amizade dela”, conclui emocionada.

Lição de vida

Sandra Regina Franco Belga é a Enfermeira Responsável técnica da unidade de Palmas (TO). Ela trabalha desde 2009 na Pró-Rim e fez questão de deixar um depoimento sobre a dupla: “Elas são confidentes e amigas há sete anos. Todos aqui, funcionários e pacientes, têm o maior carinho por elas. As meninas enchem a clínica de alegria e a cada dia nos dão Uma lição de vida. A amizade que elas têm é emocionante. Um amor que nunca morre. Durante todos estes anos elas fazem hemodiálise na mesma sala, uma do lado da outra. Elas chegam juntas, conversam o tempo inteiro e vão embora juntas. Fora da Fundação Pró-Rim, elas têm continuação desta amizade, em convívio social diário. Cuido delas desde o primeiro dia que chegaram”, conclui a enfermeira.

Fundação Pró-Rim
Jenifer Leu dos Santos
[email protected]

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