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Vereador critica postura dos colegas em reunião sobre auxílio emergencial da Cultura

Fazendo uso da “Palavra Franca” durante sessão ordinária da quinta-feira (27/08) na Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete, o vereador Geraldo Lafayette (PP) manifestou desapontamento com a reunião ocorrida esta semana no Legislativo para discutir o atraso nos trâmites burocráticos para regulamentação da “Lei Aldir Blanc”, que concede auxílio emergencial aos profissionais da cultura.

O encontro, que reuniu o procurador do Município, José Antônio Reis Chagas e o secretário de Cultura Rafael Lana foi motivado por pronunciamento da semana anterior, no qual Geraldo Lafayette denunciou a morosidade da prefeitura na condução dos ajustes exigidos pelo governo federal.

Respostas dadas na reunião foram insatisfatórias
Respostas dadas na reunião foram insatisfatórias

Na quinta-feira, o vereador reclamou até mesmo da apatia demonstrada pelos colegas durante a reunião: “Saí da reunião um pouco frustrado com a postura do procurador e do secretário, além de um tanto surpreso com a postura dos vereadores. Me senti sozinho na reunião. Se a Casa convocou o encontro, pensei que vocês fossem me ajudar a provocar a fala do procurador, que demonstrou total desconhecimento da lei e pareceu ter vindo aqui contra a vontade, obrigado”.

Segundo Geraldo Lafayette, dias antes, o próprio prefeito Mário Marcus lhe telefonou tentando suspender o comparecimento do procurador e representantes do Executivo buscaram, sem sucesso, convencer a Procuradoria da Câmara a adiar a reunião para a terça-feira seguinte, quando a servidora Isabela Gomes retornaria das férias. O vereador afirmou, ainda, ter discutido previamente as exigências da “Lei Aldir Blanc”, tanto com a assessora jurídica, quanto com o secretário de Desenvolvimento Econômico, que passou a responder também pelo setor cultural: “Na reunião desta terça, o secretário se esquivou de tudo que tínhamos conversado, mudou o seu posicionamento diante do procurador e este começou a fazer indagações sobre o que a lei não prevê. Pediu, por exemplo, um plano de trabalho que não é solicitado na legislação. Me senti sozinho na reunião por não haver, da parte dos colegas vereadores, uma provocação para que o procurador se explicasse melhor”.

O ex-secretário de Cultura acrescentou ter exposto previamente ao prefeito a mesma insatisfação manifestada ao fazer uso da “Palavra Franca”. Geraldo Lafayette ainda negou que queira tirar proveito do benefício da “Lei Aldir Blanc”: “Esta é sim uma preocupação minha, mas não vou me beneficiar do auxílio emergencial. Minha preocupação é com a classe artística, que represento. Mais uma vez, estou vendo os artistas à margem, tal e qual – citando o colega Chico Paulo (PT), aquelas pessoas que continuam aguardando para fazer cirurgias eletivas. Vão morrer à míngua esperando que o recurso chegue”, concluiu o vereador.

Clique aqui e assista a reunião.

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