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Política

Sessão da Câmara teve denúncia de falta de EPI para dentistas e pedido de barreiras sanitárias nos acessos a Lafaiete

As aglomerações que continuam se formando, principalmente aos fins de semana, e o avanço das contaminações pelo novo coronavírus nas cidades vizinhas dominaram os debates na Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete na sessão da terça-feira 15/09.

Falta de EPI para dentistas

A discussão começou a partir da análise de pronunciamento em que o vereador Pedro Américo (PT), fazendo uso da”Palavra Franca”, denunciou a falta de equipamento de proteção individual (EPI) no consultório dentário que funciona nas dependências da Policlínica Municipal. Conforme queixa feita por um paciente ao vereador, o gabinete não dispunha sequer do avental que todo dentista precisa usar para fazer os atendimentos. Mais uma vez, Pedrinho culpou a falha por parte dos gestores municipais (e não a falta de recursos) pela inexistência de um item tão banal e indispensável à rotina da saúde pública: “A gente acabou descobrindo que os outros dentistas estão parados nos PSFs por falta de material. De que adianta eles ficarem lá se não podem atender o povo? A gente vê falarem na imprensa que as coisas na saúde vão bem, mas só quem precisa vê como o serviço está ruim.

Aproveitando o tema levantado por Pedro Américo, Sandro José (PROS) recordou a estimativa feita pelo presidente do Conselho Municipal de Saúde, Roberto Sant’ana, de que haverá sobra, entre 700 mil e um milhão de reais, no montante de recursos empregados no enfrentamento à COVID-19 até o fim de 2020. Partindo desta perspectiva, o parlamentar estranhou porque estaria faltando aventais nos consultórios dentários mantidos pelo Município: “Será que os equipamentos de segurança não fazem parte das medidas de segurança é prevenção à COVID? Como estamos em situação de emergência, o dinheiro também poderia ser empregado na contratação de médicos para substituir os profissionais afastados dos PSFs porque fazem parte dos grupos de risco. Em plena pandemia, faltam médicos nas unidades básicas de saúde, sendo que há dinheiro para a contratação de substitutos. Se existe realmente o dinheiro, por que não estão comprando testes de COVID, já que Lafaiete é uma das cidades que menos testam?”, questionou o vereador.

Barreira sanitária

Cidades da região montaram barreiras sanitárias
Cidades da região montaram barreiras sanitárias

Tomando parte na discussão, o vereador Geraldo Lafayette (PP) manifestou preocupação por conta do aumento do contágio pelo novo coronavírus nas cidades próximas, que levou o programa “Minas Consciente” a recomendar o recuo da microrregião de Congonhas para a onda vermelha, em que é permitido o funcionamento somente dos serviços e atividades comerciais considerados essenciais. Diante deste quadro, ele sugeriu a implantação de barreiras sanitárias nos acessos a Lafaiete para checar a temperatura e higienizar as mãos dos recém-chegados: “Não se trata de fechar a cidade à população dos municípios vizinhos, mas de conter a disseminação do vírus. Há que se pensar que, se a coisa continuar do jeito como está, com entrada e saída livres, dentro de poucos dias nós também teremos de fazer o retrocesso porque a cidade vai estar infestada. Queluzito, por exemplo, não registra nenhum caso porque, além de ser um município pequeno onde o controle fica mais fácil, existe uma tenda, logo na entrada da cidade, onde quem entra e quem sai tem a temperatura aferida, higieniza as mãos com álcool em gel e recebe instruções e orientações. Talvez fosse preciso fazer isso aqui também”.

Sobre a falta de equipamentos de proteção individual nos consultórios médicos e dentários, Geraldo Lafayette concordou que o problema ocorre muito mais por falhas no planejamento logístico do que, propriamente, pela falta dos materiais.

No mês de maio o prefeito Mário Marcus informou que o município planejava a instalação de quatro barreiras sanitárias nos acessos à cidade para detectar o ingresso de passageiros com sintomas de contágio pelo novo coronavírus. Elas deveriam funcionar na BR-040 à altura da Barreira, na entrada do bairro Santa Matilde perto do parque de exposições, na chegada de Itaverava e na chegada de Ouro Branco. No entanto, a ação não foi adotada entre aquelas tomadas para a prevenção ao novo coronavírus em  Lafaiete

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