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Política

Sessão da Câmara pós eleição tem denúncia, reclamação, agradecimentos e despedidas

Realizada na manhã desta terça-feira (17/11), a primeira Sessão Ordinária da Câmara de Conselheiro Lafaiete após às eleições municipais foi dedicada aos pronunciamentos dos vereadores. Dos 13 membros do Legislativo, nove fizeram uso da “Palavra Franca” e oito repercutiram o resultado do pleito. Enquanto os reeleitos agradeceram aos eleitores que lhes confiaram mais um mandato, os que não venceram nas urnas adotaram um tom de despedida, embora os trabalhos legislativos só terminem oficialmente na segunda quinzena de dezembro.

Primeiro a subir à tribuna, José Lúcio de Souza Barbosa (DEM) agradeceu por ter tido a oportunidade de representar a população lafaietense como vereador e atribuiu a não renovação do mandato a defesa intransigente da saúde pública: “Luta não faltou, mas as melhorias ainda estão por vir. Continuarei não aceitando que uma consulta ou um exame especializado demore mais de um ano para serem marcados, bem como a falta de material de primeira necessidade nos postos de saúde. Entrei e saio de cabeça erguida, como em tudo que faço na minha vida. Continuarei a lutar pelos servidores da Saúde e me sinto representado pelos amigos que fiz nesta Legislatura”.

Outro que não segue no Legislativo a partir de 2021, Geraldo Lafayette (PP) cumprimentou os colegas reeleitos, manifestou solidariedade aos demais e disse que vai continuar trabalhando na Câmara até o último dia de mandato: “Não fiquei aqui o tempo inteiro, mas entramos e saímos do mesmo tamanho que chegamos. Esta foi uma Câmara honesta, pacífica e parceira. Podemos deixar a Casa com a certeza do dever cumprido a serviço do povo de Conselheiro Lafaiete. A eleição nos mostrou a quantas anda a cultura em nosso país”, disse.

Darcy da Barreira (DC) também se congratulou com os vereadores que permanecerão no Legislativo por mais quatro anos e se solidarizou aos que, como ele, não foram reeleitos: “Gostaria de pedir desculpas aos meus eleitores por não ter podido ir à casa deles. Fiz uma campanha sem visitar as residências. Conversei apenas com as pessoas que iam ao meu estabelecimento comercial e distribuí panfletos nos poucos bairros aonde consegui chegar. Agradeço a todos que tiveram confiança em mim e me deram quase 500 votos e peço desculpas por não ter conseguido atender aos anseios e demandas dos moradores dos bairros mais afastados. Espero que o prefeito reeleito dedique atenção especial a estes bairros, cujas comunidades estão esquecidas”.

Mesmo não tendo conquistado o segundo mandato consecutivo, Alan Teixeira de Carvalho (DC) agradeceu às pessoas que lhe deram o voto e torceram por ele e desejou sucesso aos vereadores remanescentes da atual Legislatura, bem como aos novatos e o prefeito reeleito, Mário Marcus (DEM). Mostrando que está disposto a levar a atuação parlamentar até o fim do mandato, Alan também usou a “Palavra Franca” para reivindicar melhoras no trânsito.

Invocando a proteção de Deus aos colegas que ficam e os que vão chegar, Carlos Nem (PV) afirmou que, apesar de não ter obtido o sufrágio das urnas, ele e os colegas não eleitos têm razões para se considerar mais do que vencedores: “Foi uma campanha política difícil por causa da pandemia, que manteve as pessoas confinadas em casa. Ninguém precisa baixar a cabeça por não ter conseguido atingir seus objetivos. Minha mensagem é de que vocês todos são mais que vencedores”.

Último a se pronunciar entre os que não retornam na próxima Legislatura, o vereador Chico Paulo (PT) declarou que está se aposentando da vida política: “Aos amigos que me ligaram chorando, dizendo que eu perdi a eleição, respondi que ganhei. Depois de mais de 30 anos vivendo a vida dos outros, agora poderei viver minha vida, cuidar de mim e de minha esposa. Mas fiquei revoltado com a Justiça Eleitoral, que proibiu o uso do carro de som, que é o que ajuda o candidato da periferia. Por outro lado, deixou a máquina pública ser usada como foi. Tudo que o prefeito não pôde fazer desde 2017 ele fez faltando 15 dias para a eleição. Alguns vereadores também foram eleitos com uso da máquina pública. Isso é crime e me revolta”, desabafou o petista.

Divino Pereira (PSD) que concorreu à prefeitura também fez um pronunciamento. Ele agradeceu os votos recebidos  e disse que perder faz parte do jogo. E já se colocou como um pré-candidato a deputado na próxima eleição. “Espero que daqui a dois anos eu saia candidato a  deputado estadual ou federal”, disse

Divino Pereira aproveitou o espaço na tribuna para criticar parte da imprensa ( em especial ao diretor da rádio carijós, Agostinho de Rezende Campos e a jornalista Gina Costa, que mediaram a série de entrevista com os candidatos a prefeito).  O vereador e candidato a prefeito afirmou que foi proibido pelo partido de dar entrevista. “Aqueles que perdeu, aqueles que ganhou siga de cabeça erguida porque isso faz parte do jogo”, disse.

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