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Política

Entidades do comércio voltam a criticar conduta do prefeito de Lafaiete durante pandemia

Na expectativa pela análise  semanal do Comitê Extraordinário COVID-19 que determina as ações de enfrentamento á doença contidas no Minas Consciente,  as entidades representantes do comércio de Conselheiro Lafaiete,Câmara de Dirigentes de Conselheiro Lafaiete (CDL CL) e Sindicato do Comércio de Conselheiro Lafaiete (SINDCOMERCIO CL) divulgam nova nota em que criticam o prefeito Mário Marcus na condução das ações relativas ao combate da doença provocada pelo novo Coronavirus na cidade, em especial o fechamento dos estabelecimentos comerciais.

Leia a nota na íntegra:

PREFEITO IGNORA O COMÉRCIO

Fechamento entra na terceira semana e demissões são a única saída.

Desde de março do ano passado empresas do comércio de Lafaiete travam uma batalha, que muitas já perderam, pela sobrevivência. Reconhecem a gravidade da crise de saúde e cumprem os protocolos e cuidados contribuindo para salvar vidas. Mas, agora são ignoradas pelo prefeito municipal, que fecha as lojas novamente e lava as mãos. Ignora os representantes do comércio e não aplica nenhuma medida alternativa, mesmo diante das evidências claras de que o comércio não causa contágio e de que as empresas estão fechando e os empregos estão sendo perdidos.

É fato que a crise não é apenas em Lafaiete, mas é fato também que muitas opções de combate ao contagio estão sendo aplicadas em outros lugares. A decisão em cada município depende do Prefeito. Aqueles realmente comprometidos com o melhor para as cidades cuidam da saúde, mas também pensam na sociedade como um todo, na economia e no futuro das suas cidades.

Talvez seja mais fácil e conveniente transferir a decisão para o Minas Consciente e dizer que não pode fazer nada, ao invés de sair do programa como outros prefeitos estão fazendo. Desconsiderar a “fila da caixa”, não fiscalizar o uso de máscara nas ruas, não colocar o foco no combate às aglomerações, e simplesmente fechar o comércio. Mas sem dúvida isso é muito pouco para quem afirmou, com toda firmeza, antes da eleição, que não fecharia novamente o comércio.

Os cidadãos de Lafaiete, que hoje estão sendo impedidos de abrir suas lojas, querem apenas o direito ao trabalho e a sobrevivência, das suas famílias. Precisam ser respeitados, não podem ser usados como a saída fácil para um problema que requer mais ação do poder público e medidas mais efetivas. Não há comprovação científica ou testes empíricos que mostrem que fechar as pequenas lojas do comércio da cidade, resultem em controle ou redução da contaminação pelo COVID, mas está comprovado que o fechamento fará com que elas desaparecerem. Justo elas que seguem os protocolos e exigem nas suas dependências as medidas comprovadamente eficazes, como o uso de máscara e de álcool.

A situação está se tornando pior a cada dia. Os empresários do comércio não têm mais opções como suspensão e redução de contratos de trabalho, não há benefícios para as empresas, que já enfraquecidas terão que demitir, e por culpa do fechamento podem nem conseguir fazer os acertos dos funcionários.
As entidades do comércio, vem tentando apoiar e ajudar durante toda essa crise, no dia 11 de janeiro protocolaram na prefeitura, mais uma vez, ofício, apresentando várias sugestões, propondo a criação imediata de um grupo de trabalho e solicitando a reabertura do comércio. Tal ofício foi ignorado e até essa data não houve resposta.

Isso demonstra que o Prefeito Mário Marcus, está optando pelo caminho mais fácil? Que apesar de muitas outras medidas alternativas estarem sendo adotadas em outros municípios, ele vai manter a postura inflexível e destruir boa parte do comércio local?

O comércio é o maior empregador e gerador de renda da cidade, precisa ser tratado com respeito. Continua disposto a contribuir como sempre fez, mas precisa que o Prefeito, aquele que se comprometeu não fechar novamente o comércio, entenda que não pode se omitir. As lojas precisam reabrir as portas, precisam de isenção de IPTU, de impostos e de taxas, precisam que outras medidas de combate a pandemia sejam implementadas com urgência. O comércio fechado não pode ser o “bode expiatório”, dessa crise.

Câmara de Dirigentes de Conselheiro Lafaiete
Sindicato do Comércio de Conselheiro Lafaiete

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