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Decreto vai permitir temporariamente que vans façam o transporte público em Lafaiete

Dia começou com nova paralisação dos funcionários da Presidente
Dia começou com nova paralisação dos funcionários da Presidente

A quarta-feira foi de reuniões em busca de solução para a crise do transporte coletivo em Lafaiete e retomada da prestação do serviço à comunidade. Pelo segundo dia consecutivo a cidade ficou sem nenhum ônibus da Viação Presidente circulando. Funcionários reivindicam pagamentos de salários dos meses de janeiro, fevereiro e março em atraso, assim como três meses também de tickets alimentação e plano de saúde. A não quitação dos compromissos por parte da concessionária levou funcionários a cruzarem os braços.

Funcionários foram à prefeitura
Funcionários foram à prefeitura

Uma reunião entre três funcionários da Viação Presidente, um representante da administração da empresa e o prefeito Mário Marcus ocorreu pela manhã sem sucesso. No encontro, os funcionários pediram um aporte financeiros do município à empresa para que a concessionária pudesse quitar com os seus vencimentos.No entanto, Mário Marcus comunicou que a prefeitura não tem condições financeiras nem amparo legal para fazer um aporte financeiro nesse sentido.

Ministério Público

Já à tarde, segundo o Promotor Glauco Peregrino, titular da 5ª Promotoria de Justiça de Conselheiro Lafaiete, em reunião realizada com o prefeito acerca da paralisação do serviço de transporte coletivo urbano, ficou definido que, independentemente da ação judicial em tramitação na 4ª Vara Cível será enviado à Câmara Municipal projeto de lei prevendo a possibilidade de o município subsidiar uma parte do valor da tarifa, a fim de torná-la mais atrativa e permitir a contratação emergencial e temporária de outra empresa para assumir a prestação do serviço no lugar da Viação Presidente.

Vans

Também na mesma reunião foi decidido pelo credenciamento, por decreto, de vans para realizarem o transporte dos passageiros de forma emergencial até que a nova empresa esteja operando na cidade.

Na manhã de hoje em entrevista ao Jornal Falado Carijós, questionado sobre esta possibilidade, o prefeito afirmou  à jornalista Gina Costa, que não via possibilidade legal da adoção de transporte alternativo, como vans escolares. No entanto, o poder público estaria analisando essa e outras possibilidades.

Alguns proprietários de vans manifestaram interesse no serviço, já que estão parados em virtude da suspensão das aulas presenciais devido à pandemia do novo Coronavírus. Caso a medida seja adotada, será necessário aguardar o decreto municipal, e as linhas seriam definidas pela Prefeitura. O decreto deverá ser publicado nos próximos cinco dias.

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