Fato Real
Política

Damires Rinarlly: Quem é a futura vereadora de Lafaiete?

Damires Rinarlly
Damires Rinarlly

Assim que foi anunciado no último domingo 15/11 a relação dos novos eleitos para a Câmara Municipal de Lafaiete, um nome chamou a atenção: Damires Rinarlly. E a curiosidade foi aguçada para saber quem era a única mulher a estar na próxima legislatura, desconhecida do cenário político e que deixou para trás tantos candidatos experientes e alguns políticos de carteirinha.  Na nossa série de entrevistas com os novos eleitos o destaque de hoje e para ela.

Apresentação

“Desde os 13 anos participo de diversas causas sociais como Mãos Solidária e Emaús. Participei do Coletivo Politiza, sendo uma das fundadoras. Também faço parte do Visibilidade Feminina, que é uma associação com integrantes de todo o Brasil e que incentiva o protagonismo da mulher nos espaços de Poder”.

Damires Rinarlly será, além da representante feminina na Casa Legislativa, a mais nova entre todos vereadores. É filiada ao PV, partido que elegeu o maior número de candidatos: três no total. Caçula em uma família de três irmãos, a jovem de 25 anos é advogada, porém vem de uma família de comerciante. É filha do metalúrgico Ramon Vladmir Pinto e de Rosemary Lúcia de Oliveira Pinto.  Enaltece os laços familiares e o amor aos avós, pais e irmãos.

Para aqueles que surpreenderam com seus 1219, Damires Rinarlly revela que teve uma campanha feita por familiares e amigos. E não pertence a um grupo político, porém dá representatividade à vários grupos ditos minoritários, como as mulheres, LGBTQI+, jovens, antirracistas, entre outros.

Mulheres

Vereadora eleita luta pela defesa das mulheres vítimas de violência doméstica
Vereadora eleita luta pela defesa das mulheres vítimas de violência doméstica

Demonstrando firmeza em seus propósitos a advogada destaca ações em defesa das mulheres e não negou a frustração de não ver mais mulheres eleitas. “Para quebrar esta sociedade patriarcal precisa conscientização. Mulheres não votam em mulher. Fico feliz por mim, mas gostaria de ver outras mulheres eleitas”, resumiu.

A futura vereadora planeja implantar em Conselheiro Lafaiete uma casa-abrigo para acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica cujas vidas estejam correndo risco iminente. Pela proposta, mulheres agredidas poderiam se refugiar, provisoriamente e tendo a identidade preservada, em uma unidade pública municipal montada em imóvel seguro e devidamente adaptado para esta finalidade. Enquanto estiver na casa-abrigo, a vítima contará com atendimento jurídico e psicossocial que permita a ela e aos filhos se reintegrar à comunidade e retomar a vida cotidiana. Segundo Damires, a criação de espaços nestes moldes é contemplada pela “Lei Maria da Penha” e o próprio Município dispõe, desde 2010, de legislação específica destinada a agilizar a implementação deste recurso de apoio. Porém, nunca foi implantada.

Educação inclusiva

Como vereadora, Damires também se compromete com a educação inclusiva na rede municipal de ensino propondo a ampliação através da abertura de mais salas de recursos especiais. Ela se disse incomodada ao constatar que, das 42 escolas municipais e 11 creches, apenas três dispõem de salas de atendimento educacional especializado, onde as crianças com deficiência física ou limitações intelectuais e cognitivas aprimoram habilidades e aptidões para se desenvolver no ensino regular.

Causa animal

A luta em defesa dos animais constitui o terceiro pilar do que deverá ser o trabalho da futura mandatária no Legislativo lafaietense. Especificamente neste tópico, ela pretende pautar sua atuação pela chamada teoria do link, segundo a qual a raiz do abuso e da violência pode estar nos maus tratos a que os bichos de estimação são submetidos no ambiente doméstico; deste modo, se estes sinais forem detectados precocemente, o resultado podem ser menos riscos para animais e pessoas que convivam com o agressor.

Várias vozes

Damires Rinarlly encerrou a entrevista afirmando que será detentora do mandato, mas vai compartilhá-lo com a sociedade lafaietense: “Me sinto capaz para assumir a posição de vereadora. Sei que tenho muito a aprender e vou aprender. Mas não serei apenas eu; somos nós, somos muitos, muitas. Ainda que tenha sido a única mulher eleita, existem junto comigo várias mulheres que me fortalecem e podem se considerar também eleitas através de mim. Este mandato jamais será meu; sempre será nosso. Quero estar em contato permanente com a nossa sociedade, com todas as pessoas, para conhecermos os problemas e encontrarmos juntos as soluções”, afirmou a futura vereadora.

Leia também: Vereador eleito diz que vai atuar na Câmara como defensor das causas sociais.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!