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Lafaiete Política

Conselho Municipal e Secretaria de Saúde se posicionam sobre plantão pediátrico no Queluz

Repercutem as informações veiculadas pelo Fato Real sobre a situação do plantão médico pediátrico no hospital Queluz, em Conselheiro Lafaiete

Antes da chegada da pandemia de COVID-19 ao Brasil, o Queluz, referência em ginecologia e obstetrícia para Conselheiro Lafaiete e cidades próximas, contava em seus quadros com quatro médicos que se alternavam nos plantões 24 horas da pediatria. Por pertencerem ao grupo de risco, dois profissionais tiveram que ser afastados e nos últimos nove meses, apenas duas médicas se revezam ininterruptamente para cobrir os plantões. Diante do esforço incomum e com a equipe reduzida, o tendimento no plantão pediatra de 23h até as 7h do dia seguinte está suspenso desde o dia 20 de novembro.

Sem dinheiro

Em agosto último, foi entregue oficialmente um projeto propondo que o Município arque com a complementação do pagamento dos honorários dos pediatras, o que possibilitaria a contratação de médicos para reativar o plantão 24 horas da pediatria. O administrador Wagner Costa Coelho explicou a situação financeira do hospital: “Por causa da pandemia, estamos com os atendimentos do hospital São Camilo sendo feitos aqui no Queluz. Por isso, 90% dos nossos atendimentos são custeados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e não há forma, neste momento, de trabalharmos a melhoria dos ganhos do hospital. Não tem como fazer o dinheiro aparecer. Tenho certeza de que a ajuda oficial vai trazer muitos benefícios para os pacientes que precisam de atendimento”. O investimento para reativação do plantão pediátrico 24h gira em torno de 21 mil reais por mês.

É pedido que a Secretaria Municipal de Saúde pague aos pediatras do Queluz a mesma remuneração recebida pelos médicos que atendem nos demais hospitais da cidade, ou seja, R$1.400,00 (mil e quatrocentos reais) pelo plantão presencial 24 horas. Contudo, o Município teria respondido que o Queluz, como entidade filantrópica, é que deve complementar com recursos próprios o valor do plantão pediátrico de seus profissionais. No momento, para ficar em sobreaviso, Os médicos recebem R$350,00 (trezentos e cinquenta reais) por cada plantão de 12 horas, valor que Wagner Costa Coelho reconhece ser irrisório.

Ainda segundo o administrador, a Secretaria Municipal de Saúde comunicou a impossibilidade de atender neste momento ao projeto de pediatria proposto, acrescentando que a discussão só será possível em 2021. A situação foi documentada e cópias entregues ao Ministério Público,  Câmara de Vereadores e Conselho Municipal de Saúde.

Conselho Municipal de Saúde

O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Roberto Santana, considerou que a reivindicação do hospital Queluz tem possibilidade de ser contemplada: “Trata-se de uma proposta de prestação de serviço que, em princípio, o conselho achou muito interessante. Montamos uma câmara técnica para avaliar a situação e estudar os benefícios que o projeto pode trazer à população. Mas é preciso considerar que este projeto vai demandar a liberação de recursos que sairão do Fundo Municipal de Saúde. O Conselho vai avaliar, verificar a questão orçamentária e, a partir daí, deliberar. Se a decisão for favorável, recomendaremos que o contrato entre hospital e Município seja revisto e acrescentado o plantão pediátrico”.

Secretaria de Saúde

Respondendo solicitação do Fato Real de um posicionamento sobre o assunto, a secretária municipal de Saúde, Rita de Kássia Silva Melo disse que se reunirá na tarde desta quarta-feira (09/12) com a direção do hospital Queluz. Ela informou, ainda, que a Secretaria de Saúde faz o pagamento dos plantões a todas as instituições hospitalares do Município de acordo com as especialidades e pactuações firmadas. Como o hospital Queluz está mantendo plantões de sobreaviso, a instituição recebe 50% do valor repassado às demais entidades. A secretária informou ainda que irá conversar com o corpo clínico do hospital para saber se o Queluz dispõe de profissionais para compor uma escala mensal de plantão presencial, para que o pagamento pelo plantão pediátrico seja repassado integralmente. “Ressalto que, não há diferença nos valores dos plantões que são repassados às instituições, todos os hospitais recebem o mesmo valor por 24 horas, afirmou.

Leia também:  Hospital Queluz pede ajuda ao Município para retomar plantões pediátricos 24h.

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