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Audiência para discutir volta as aulas tem invasão de hacker, protesto e interrupções

A audiência pública, promovida na noite desta segunda-feira (01/03) na Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete para discutir sobre uma possível volta às aulas de forma presencial teve momentos tumultuados, indo além da divergência de opiniões que o assunto desperta.

Vereadores participam da audiência
Vereadores participam da audiência e criticar4m invasão hacker e interferências

Nos últimos dias as redes sociais foram tomadas de grupos prós e contras a medida tendo como elemento principal a pandemia do novo Coronavírus.

Pornografia

Um dos momentos mais inesperados ocorreu quando a transmissão on-line foi invadida por hacker com postagens de farto material pornográfico, deixando constrangidos os participantes e levando à suspensão temporária da transmissão, que retornou posteriormente, mas sem a possibilidade de participação popular nem mesmo via remota.

Participação remota foi suspensa depois dos ataques
Participação remota foi limitada depois dos ataques

Manifestantes

Na porta do prédio da Câmara houve manifestação favorável às aulas presenciais, com pessoas usando cartazes com a defesa de seus posicionamentos. Por algumas vezes, sem poder entrar no prédio, alguns mais exaltados gritaram e o som interferiu no andamento da audiência.

Manifestantes mostraram seus cartazes na porta da Câmara
Manifestantes mostraram seus cartazes na porta da Câmara

Houve ainda um buzinaço de proprietários de vans escolares em frente à Câmara. A classe, prejudicada com a paralisação das aulas durante a pandemia, também aproveitou o momento para protestar e houve nova paralisação da audiência. 

A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas e houve fechamento do trânsito na rua Assis Andrade.
A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas e houve fechamento do trânsito na rua Assis Andrade.

Rede estadual

Paulo Roberto Baptista, diretor da Escola Estadual Monsenhor Horta, pontua que é momento de bom senso e não de consenso. O educador explica sua definição para o termo no atual contexto: “Bom senso hoje é não aumentar a taxa de infecção. Bom senso hoje é não expor jovens, a família dos jovens e os profissionais da educação. Bom senso hoje é fazermos movimentos de reivindicação para que se acelere o processo de vacinação, porque é a única solução para esse problema que o país e o mundo inteiro vivem”.

O diretor do “Monsa” ainda afirma que a rede estadual tem buscado se preparar para o momento da volta presencial dos alunos: “A rede pública estadual, se nós tivéssemos que voltar, talvez ela estivesse tão, ou mais preparada que outras redes. Não tem faltado recursos para que façamos nosso checklist e adaptar a escola quando for o momento. Mas é mais inteligente hoje fazer o que a Secretaria Estadual de Educação tem feito: aperfeiçoar os instrumentos que são possíveis hoje para fornecer educação para os jovens”.

Escolas particulares

Samuel Thiago Andrade Araújo
Samuel Thiago Andrade Araújo

Samuel Thiago Andrade Araújo, diretor do colégio da rede particular “Risco e Rabisco” afirma que a volta às aulas deve ocorrer assim que os números na cidade baixarem: “Defendemos o retorno seguro das escolas particulares. Bem como já retornaram clubes recreativos, escolas de inglês, futebol, natação, etc. E nós, com todos os protocolos, conseguimos sim garantir o retorno. Nós sabemos do momento difícil atual que o município passa. Hoje encontramo-nos no maior índice de contaminados e óbitos, no meu modo de ver e pensar isso é reflexo do Carnaval e rapidamente a tendência é baixar. Sinalizando uma baixa dos números e a cidade continuando na Onda Amarela, poderemos voltar com o retorno seguro, sem aguardar o município e o estado retornarem, porque sabemos que são realidades diferentes”

Samuel destaca que entende que alguns alunos estão precisando muito do retorno presencial: “Temos muitas crianças com necessidades especiais e que precisam do retorno às aulas. São crianças acometidas por depressão, crise de ansiedade, por transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, autismo. São crianças que precisam do acompanhamento de perto e esses pais precisam de retornar com essas crianças para a escola”.

Ambos diretores entrevistados pelo Fato Real defenderam a necessidade e importância da vacinação dos profissionais de educação contra a Covid-19.

Fotos: Fato Real/Ana Cândida

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