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Política

Aloísio aponta opções para desenvolvimento econômico e nega candidatura por interesses particulares

Aloísio Rezende no estúdio da Rádio Carijós 92,3 FM
Aloísio Rezende no estúdio da 92,3 FM com Gina Costa e Agostinho Rezende Campos

Licenciado da presidência da Câmara de Dirigentes Lojistas para participar da disputa eleitoral e com 30 anos de trajetória profissional dedicada à atividade comercial, Aloísio Rezende (PATRIOTA) foi o penúltimo entrevistado na série de entrevistas com os concorrentes à Prefeitura de Conselheiro Lafaiete apresentada pelas emissoras da Organização Agostinho Campos Neto em parceria com o Site de Notícias Fato Real.

Por causa da pandemia de Covid-19, o novato em disputa eleitoral, se cercou de toda a cautela recomendada pelas autoridades de saúde para evitar a propagação do novo coronavírus.  Entre as ferramentas utilizadas na campanha estão as redes sociais, inclusive com lives semanais para aproximar do eleitorado lafaietense.

Pandemia e comércio

Candidato criticou postura de prefeito durante pandemia
Candidato criticou postura de prefeito durante pandemia

Como comerciante e presidente da CDLCL no período mais crítico das restrições provocadas pelo novo coronavírus, Aloísio vivenciou o impacto da pandemia sobre o setor produtivo e fez uma análise crítica das medidas adotadas para conter o avanço da Covid. O empresário disse que atitudes teria tomado se estivesse no comando da Prefeitura: “É claro que, primeiro, é preciso se preocupar com a vida das pessoas, mas o comércio permaneceu fechado por muito tempo e isso provocou aumento do desemprego e o fechamento de lojas. Se eu fosse prefeito naquele momento, abriria o comércio em horários alternados e reduzidos, com uso de máscara, limite de pessoas nas lojas. Também implantaria barreiras sanitárias, a exemplo do que foi feito em cidades vizinhas. A própria CDL, juntamente com outras entidades de classe, fez diversos planejamentos para a retomada do comércio, mas nenhuma de nossas sugestões foi acatada”, disse.

Para amenizar os problemas do transporte público, o candidato disse que, se for eleito, aproveitará a janela de revisão do contrato de concessão da Viação Presidente e, se houver a possibilidade fará nova licitação, e não descartou ter mais de uma empresa explorando o serviço na cidade. Transpores alternativos ajudariam a suprir a demanda.

Desenvolvimento Econômico

Na entrevista, Aloísio Rezende recorreu à experiência como empresário para apontar alternativas de desenvolvimento econômico para a cidade. Tendo ocupado por dois anos, entre 2009 e 2011, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Governo José Milton), o candidato defendeu a valorização, por meio da concessão de incentivos fiscais e outros benefícios, das indústrias de pequeno porte já instaladas em Lafaiete, que vêm experimentando forte expansão à medida em que a pandemia vai perdendo força. Defendeu, ainda, a desburocratização para a implantação de empreendimentos no Município com a agilização da liberação de alvarás, além da ampliação do distrito industrial para favorecer a geração de empregos com achegada de novas fábricas.

Shopping

Para Aloísio Rezende, o progresso de Conselheiro Lafaiete tem sido seriamente prejudicado pelo desinteresse de prefeitos que assumem sem dar continuidade a projetos iniciados pelo gestor que o antecedeu. Ele atribuiu a esta postura retrógrada, associada a práticas do que definiu como “velha política”, iniciativas frustradas como a instalação de um shopping e uma fábrica de parafusos no distrito industrial. Aloísio assegurou que, em seu eventual governo, o conceito de administração pública será oposto ao atual: “Essa é uma mentalidade que precisamos mudar. Se for eleito, meu partido será Lafaiete e qualquer obra ou investimento iniciado por outro gestor terá continuidade”.

No entanto, questionado em pergunta de um ouvinte sobre o que daria continuidade, caso seja eleito, e o que consideraria negativo na atual gestão, não apontou especificamente nenhuma opção.

Saúde

O candidato disse que ampliar a jornada de trabalho dos médicos nos postos de saúde aliviaria a procura por atendimento na Policlínica Municipal. Com relação ao hospital regional, considerou que a saída seria a utilização do espaço como um pronto socorro avançado para atendimento aos pacientes de Lafaiete e cidades próximas. Para acabar com a demora na marcação de consultas e exames, Aloísio Rezende prometeu, em caso de vitória, informatizar o sistema e implantar o prontuário eletrônico facilitando o agendamento, acompanhamento e controle dos procedimentos.

Educação

Candidato negou interesse particular em candidatura

Mesmo tendo uma professora como candidata a vice-prefeita, Aloísio não se aprofundou na apresentação das propostas para a área. No entanto, se comprometeu a investir na capacitação dos professores e indicar profissionais tecnicamente preparados para gerir a rede municipal de ensino. E afirmou que vai tornar permanente a distribuição de kits de alimentos aos estudantes da rede municipal, numa alusão ao atraso da entrega dos alimentos na atual administração, durante a pandemia.

Ao término da entrevista, o empresário negou enfaticamente que tenha entrado na corrida sucessória à prefeitura de Lafaiete movido por interesses particulares: “Não sou político nem dependo da política para sobreviver. Não fizemos nenhum acordo com partidos ou representantes de grupos. Fazemos uma campanha limpa, com projetos viáveis e sem enganar as pessoas. Sou empreendedor há muitos anos e nunca dependi de nenhum privilégio. Não precisaria ingressar na política para este fim e a decisão de me candidatar é para dar minha contribuição como gestor e fazer diferente”, afirmou ao ser questionado sobre uma possível candidatura visando os próprios empreendimentos.

Durante a entrevista, Aloísio Rezende também negou pertencer a um grupo político dividido, já que na última eleição teria apoiado Mário Marcus, que agora disputa a reeleição.

Próximo

Todos os candidatos foram convidados para o ciclo de entrevistas, no entanto, Divino Pereira (PSD) não compareceu.  Cleber da Caixa fecha a sequência sendo o entrevistado desta quinta-feira (12).

As entrevistas são ao vivo, a partir das 10h, com transmissão pelas rádios: 89,9 FM, 92,3 FM e 101,3 FM e pelo Instagram do Fato Real – fatorealsite. A reprise ocorre às 15h pela rádio Carijós 92,3 FM e fica disponível no Instagram do Fato Real.

 

 

 

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