Fato Real
Lafaiete

Sindicato quer ação política para resolver problemas do transporte coletivo

O descumprimento de obrigações trabalhistas por parte da Viação Presidente provocou mais uma ameaça de paralisação dos funcionários do transporte coletivo em Conselheiro Lafaiete. No começo da manhã desta quinta-feira (26/11), os ônibus não saíram da garagem e milhares de usuários foram surpreendidos, sem aviso prévio, pela falta de condução para chegar ao trabalho ou comparecer a compromissos inadiáveis.

Atrasos

De acordo com o responsável pelo departamento jurídico do SINTTROCOL (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Conselheiro Lafaiete), Antônio Braga, a concessionária deixou de pagar em dia o salário relativo a outubro, o ticket-alimentação (quitado normalmente no dia 21 de cada mês) e o adiantamento salarial  que deveria ter caído na conta dos trabalhadores no último dia 20. Cansados da incerteza sobre o recebimento dos vencimentos, os funcionários voltaram a se mobilizar, a exemplo do que já haviam feito em setembro passado, reivindicando a normalização dos salários e ameaçando entrar em greve caso seus direitos continuem sendo desrespeitados.

Acordo

Movimento de greve em julho/Arquivo
Movimento de greve em julho/Arquivo

Segundo o advogado Antônio Braga, a empresa foi notificada com antecedência sobre o risco iminente de paralisação e apresentou uma proposta de acordo que foi submetida à categoria em assembleia realizada na sede do sindicato na manhã desta quinta-feira 26/11.

A direção da Presidente se comprometeu a pagar amanhã o ticket-alimentação em atraso. Na próxima segunda-feira (30)  será pago o adiantamento salarial  juntamente com a primeira parcela do 13º salário. A segunda parcela do 13º salário será quitada no dia 21 de dezembro.

O acordo foi apresentado na assembleia e aceito pelos funcionários. Contudo, a categoria permanecerá em estado de greve e poderá cruzar os braços por tempo indeterminado se qualquer uma das parcelas devidas deixar de ser paga.

Atitude política

Outra posição firmada na assembleia, conforme relatou o responsável pelo departamento jurídico do SINTTROCOL, é que o sindicato vai pressionar o prefeito reeleito, Mário Marcus, e a Câmara de Vereadores para que tomem uma atitude capaz de acabar, de uma vez por todas, com as crises constantes que vêm desestabilizando o serviço de transporte público em Lafaiete: “Não é razoável que a empresa que detém o contrato para exploração do transporte coletivo permaneça nesta situação sem que os poderes Executivo e Legislativo tomem providências. Quando a empresa deixa de cumprir algum acordo, cabe a nós do sindicato usar os instrumentos de que dispomos, seja apelando para a Lei de Greve ou recorrendo à Justiça para reparar algum dano sofrido pelo trabalhador. Mas, a partir da semana que vem, nossa estratégia será pressionar Executivo e Legislativo, que são quem tem poder pode resolver isso; seja não permitindo que haja a renovação da concessão ou, se for o caso, até cassando o contrato atual para que outra empresa, gabaritada e idônea, assuma o transporte público na cidade. O que não pode é continuar como está”, afirmou Antonio Braga, advogado do SINTROCOL.

Os problemas enfrentados pelos usuários do transporte coletivo de Lafaiete estiveram entre os temas de entrevistas e reportagens na rádio Carijós e Fato Real no período eleitoral. Todos os candidatos a prefeito entrevistados disseram que se empenhariam para resolver a questão.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!