Fato Real
Lafaiete

Profissionais do setor de eventos reivindicam o direito de retomar atividade

Profissionais do ramo de eventos sofrem sem poder trabalhar
Profissionais do ramo de eventos sofrem sem poder trabalhar

Apesar das restrições e exigências de rigoroso cumprimento dos protocolos sanitários, alguns segmentos voltam, aos poucos, a funcionar em Conselheiro Lafaiete.  Templos religiosos, lojas, restaurantes, barbearias,  salões de beleza e outros abriram as portas para os clientes.

Para um segmento econômico, porém, nada mudou e as coisas continuam exatamente como no inicio da pandemia  do novo coronavírus. Há sete meses os organizadores de festas e eventos estão sem trabalhar e vendo se esgotar as parcas reservas empregadas para sustentar a si próprios e a seus colaboradores.

Geovane relata dificuldades de manter o setor
Geovane relata dificuldades de manter o setor

A situação, que já era difícil, ficou insustentável, como relatou, em entrevista ao Portal de Notícias Fato Real, Geovane Antônio de Almeida Serrano, que atua há oito anos no mercado de festas: “Não são apenas o buffet, a empresa de decoração e o salão de festas que precisam da retomada. Cada evento envolve, direta ou indiretamente, o trabalho de 50 a 60 profissionais. Quem cuida das flores, do transporte dos móveis, quem faz os bolos e doces, garçons, manobristas, faxineiros e muitos outros colaboradores. Além disso, contamos com as empresas de recreação, montagem e desmontagem de brinquedos, locação de mesas etc… Nós do setor de festas e eventos particulares não fomos beneficiados por nenhum auxílio emergencial. Minha empresa, por exemplo, precisa pagar três aluguéis mensais: da loja de artigos de festa, do escritório e do galpão que armazena nosso acervo de trabalho. Há sete meses sem produzir nada e sem renda, estamos com as contas de luz e água atrasadas”.

O organizador reclama que em momento algum, nem no auge da pandemia, o segmento foi consultado ou recebeu apoio de órgãos do Município. Giovane pergunta, já que, praticamente, todos os setores da atividade econômica estão inseridos no novo normal, por que somente o ramo de festas e eventos continua sem previsão para ser reativado: “Liberaram a abertura dos clubes, os bares e restaurantes estão todos abertos. Então, por que não podem liberar um evento nosso num espaço de 300 a 500m² onde não vai haver aglomeração? Nos comprometemos a fazer o espaçamento de mesas, colocar álcool em gel em cada mesa e observar todos os demais protocolos de segurança. A maioria dos profissionais de eventos participou de um curso de capacitação oferecido pelo SEBRAE e estamos aptos a voltar ao trabalho”, assegurou Geovane Serrano.

A cantora e personal de casamentos, Núbia Antonucci, concorda com os argumentos de Giovanne. “Somos fornecedores, empresas e autônomos da área de eventos e estamos unidos  para apresentar um documento para fazer nossas vozes serem ouvidas pela Prefeitura de Conselheiro Lafaiete. São empresários, músicos, proprietários e funcionários de bandas, casas de shows e eventos, produtores musicais, garçons, fotógrafos, seguranças e demais pessoas envolvidas direta e indiretamente com a produção de eventos. Apoiamos e respeitamos as recomendações e determinações impostas pela pandemia do Covid-19. No entanto, a volta a atividade é uma questão de sobrevivência”.

Vários destes profissionais participaram de treinamento de aprendizagem de protocolos e aprendizagem de retomadas das atividades para trabalhar com a nova realidade no período de pandemia, oferecido pelo SEBRAE

Agenda com prefeito

O grupo pretende entregar ao prefeito Mário Marcus documento em que pede a volta ao trabalho. “Viemos através desta petição, suplicar as autoridades de âmbito municipal estadual e federal e demais autoridades governamentais e sanitárias, o retorno de nossas atividades, mediante aplicação de todos os protocolos de segurança necessários para controle do COVID-19, sob pena de dizimar todo um segmento econômico, deixando famílias inteiras expostas a uma situação trágica”, diz o documento.

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