Fato Real
Lafaiete Política

Onda amarela não levará a fechamento de comércio em Lafaiete

O recuo da Macrorregião Centro-sul de Saúde para a onda amarela do programa “Minas Consciente” de enfrentamento à COVID-19 não terá reflexos imediatos para Conselheiro Lafaiete. A informação adiantada ontem pelo Fato Real, foi confirmada na manhã desta quinta-feira (03/12) pelo prefeito em entrevista ao “Jornal Falado Carijós”.

Mário Marcus lembrou que o Município agiu com prudência ao se manter na onda amarela mesmo quando a macrorregião estava autorizada a avançar para a verde. Desta forma, os setores comerciais e de prestação de serviços que já foram autorizados a funcionar não serão obrigados, em princípio, a fechar as portas novamente.

Leitos

Ocupação do hospital de campanha  é baixa, segundo prefeito/foto arquivo/Fernando Baêta

Mário Marcus observou, ainda, que a postura cautelosa assumida por Lafaiete está contribuindo para que cidades próximas não precisem recuar no processo gradual de abertura do comércio: “A situação de Lafaiete, especificamente, é bem mais confortável na Macro Centro-Sul e até mesmo dentro do estado, onde vemos Belo Horizonte com praticamente todos os leitos ocupados. O mesmo ocorre em Juiz de Fora, Barbacena, Congonhas e outras cidades próximas. Temos uma baixa ocupação de leitos, apenas 19% das UTIs e 18% dos clínicos. Graças a Conselheiro Lafaiete, várias cidades vizinhas que poderiam estar hoje com o comércio fechado permanecem com as lojas abertas”.

Novos gestores

Em reunião virtual da Macro Centro-Sul que acontece hoje, o chefe do Executivo lafaietense deve sugerir que os novos prefeitos eleitos sejam convidados a participar dos próximos encontros a fim de já ir se inteirando sobre os problemas decorrentes da pandemia.

Escolas

Prefeito pede cautela no momento
Prefeito pede cautela no momento

Sobre a organização de movimentos em defesa da reabertura das escolas, Mário Marcus repetiu que não é o momento de se falar em retomada das aulas presenciais: “Temos visto anúncios de carreatas convocadas por escolas particulares que querem voltar às atividades, mas acho que o momento não é de fazer nenhuma manifestação neste sentido. Temos de repassar à população a realidade, que é de agravamento da Covid em Minas Gerais. É hora de termos cautela e não permitirmos o agravamento da pandemia. Se não, até nosso desejo de iniciar as aulas em fevereiro ou março não irá se concretizar. Já temos prontos os protocolos do Estado acrescidos de adequações feitas pelo Conselho Municipal de Saúde em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação e faremos o possível para que não tenhamos mais um ano comprometido em relação ao ensino, nem haja qualquer situação de risco para os estudantes e os profissionais das escolas. Mas é necessário aguardar a evolução do recrudescimento da Covid em Minas e discutir a educação com segurança mais adiante. Por enquanto, não há como demonstrar uma normalidade que não existe”.

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