Fato Real
Lafaiete

Concessionária tem prazo de 72 horas para tentar evitar greve no transporte coletivo de Lafaiete

Ao término de duas assembleias realizadas nesta segunda-feira (31/08), a primeira pela manhã e a segunda no final da tarde, motoristas e cobradores da Viação Presidente referendaram a decisão de paralisar o transporte coletivo em Conselheiro Lafaiete.

assembleias realizadas nesta segunda-feira (31/08)
assembleia realizada nesta segunda-feira (31/08)

A deliberação foi anunciada, ao término do segundo encontro, pelo presidente do SINTTROCOL (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Conselheiro Lafaiete), Ivanildo Abranches de Paiva. “O sindicato está preparando toda a documentação para comunicar à Prefeitura, à Polícia Militar e à própria empresa que a categoria vai paralisar as atividades. O serviço essencial vai ser mantido, mas ainda será negociado com a empresa quantos ônibus vão permanecer rodando. O que a gente não pode prever é por quanto tempo o Município e a população vão suportar ir ao trabalho ou atender aos compromissos diários com a frota reduzida”, disse em entrevista ao Fato Real.

Estado de greve

Conforme o sindicalista, com as assembleias desta segunda, os funcionários da Viação Presidente estão oficialmente em estado de greve, podendo cruzar os braços dentro do prazo legal estabelecido de 72 horas. Por outro lado, a concessionária do transporte público dispõe do mesmo período para abrir negociação com a categoria e tentar demover os empregados da intenção de deflagrar o movimento grevista.

motoristas e cobradores da Viação Presidente referendaram a decisão de paralisar o transporte coletivo
motoristas e cobradores da Viação Presidente referendaram a decisão de paralisar o transporte coletivo

Reivindicações

Ivanildo Abranches reiterou as principais reivindicações dos profissionais: “Os salários estão constantemente atrasados e faz três anos que a empresa não deposita o fundo de garantia dos trabalhadores. Além disso, eles estão sem plano de saúde e vale-alimentação; está tudo atrasado. Ou seja, a empresa não está cumprindo nenhum item da convenção coletiva. Nas conversas com o sindicato, a empresa sempre alega que não tem dinheiro, mas que está disposta até mesmo a se desfazer de parte do seu patrimônio para colocar os salários e benefícios em dia, além de quitar as verbas rescisórias. Só que essas promessas vem sendo feitas há três meses sem que seja tomada nenhuma medida concreta. A impressão que dá é de que eles querem enganar os funcionários e o sindicato. Os trabalhadores se queixam de que já estão passando necessidade em casa. Tanto que, no mês passado, o sindicato chegou a fornecer cestas básicas aos filiados em dificuldade. A coisa chegou a tal ponto que não dá mais pra segurar”.

Greve pacífica

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário acrescentou que, se tiver que ocorrer de fato, a greve será pacífica e com o único intuito de forçar a Viação Presidente à tomada de atitude. Em nome dos funcionários, Amarildo Abranches pediu a compreensão dos usuários do transporte coletivo para a grave situação que a categoria atravessa.

Os motivos da paralisação estão expostos em carta aberta que será distribuída à população.

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