Fato Real
Lafaiete Política

Candidato tem que correr atrás de eleitor que não quer saber de eleição

Mesmo com o programa eleitoral gratuito nas emissoras de rádio, sabatinas e a movimentação em suas redes sociais por parte dos postulantes aos cargos eletivos, os lafaietenses não demonstram muita empatia e muito menos envolvimento com as candidaturas.

A falta de envolvimento se dá por anos e anos de decepção com os líderes políticos. Adicionado a isto está o fator “pandemia”.

A situação é preocupante. Já caminhávamos para processos eleitorais cada vez mais virtuais. A pandemia veio para consolidar isto. Soma-se também ao novo processo as muitas mudanças nas leis eleitorais. O fato de não se poder várias coisas, como a distribuição de brindes, camisetas, bonés e afins; não poder pintar muros, não colocar cavaletes, uso de outdoors, entre outras tantas limitações. Para o eleitor que não tem o hábito de acompanhar a vida política da cidade, o momento é comum. Normal. E isto é preocupante. Temos uma cidade com um número alto de eleitores inscritos. E parece que estamos prestes a ver um desperdício de votos jamais visto.

Esta frieza do eleitorado lafaietense pode custar caro para a população. Muita gente se esquece que pode até não gostar de política, mas quase tudo que acontece numa cidade é definido por um grupo pequeno de pessoas formadas pelo prefeito, em alguns casos pelo vice, os vereadores, os representantes de algumas instituições; e em Lafaiete por um pequeno e poderoso grupo empresarial que tem grande influência nos meios políticos e funciona como uma espécie de “conselheiros de luxo”. Ainda que seus conselhos quase sempre virem regras.

É complicado abrir mão de todo um processo que irá definir os rumos da cidade por, pelo menos, mais quatro anos. Enquanto há muitos eleitores que sequer sabem que dia será a eleição deste ano, o correto seria ouvir os candidatos. Pois é neste momento que a maioria se posiciona sobre assuntos importantes como transporte público e saúde, por exemplo. E se eles mentirem e fizerem promessas mirabolantes sem a mínima chance de serem efetivadas, que sejam contestados. Se eles vão dar conta de executar o que falam, é outra coisa. Escolha uma forma de saber suas ideias e propostas: rádio, televisão, redes sociais, santinhos e santões. Eles estão por aí.

Hoje quando um político fala algo ele é cobrado por anos e anos. Alguns cabos eleitorais tradicionais que parecem sair de suas cavernas de hibernação de quatro em quatro anos, usam com frequência as artimanhas de arquivarem declarações em rádios, publicações em jornais e sites especialmente para serem usados nesta época. Sem contar com falas tiradas do contexto geral de reportagens. Por outro lado, tirar do fundo das gavetas os planos de governo e promessas de campanhas anteriores é salutar. Porque agora é o momento de comparar, colocar na balança o que foi prometido e o que foi cumprido, e ver qual lado tem mais peso.

Se existe a máxima popular de que “político não muda“, ela não se aplica ao eleitor. Este sim, mudou. Ganhou ferramentas para acompanhar, cobrar e decidir se este ou aquele político terá o seu voto. E em tempos de eleição quem está em posição confortável é quem vota. Já o político, que conquiste este eleitor. Mas, corra, porque o tempo está se esgotando. Para quem não sabe as eleições serão no dia 15 de novembro.

 

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!