Fato Real
Lafaiete Política

Câmara e prefeitura são cobradas na busca de solução para crise da Viação Presidente

Funcionários votaram pela greve
Funcionários votaram pela greve

A grave situação financeira enfrentada pela Viação Presidente e as consequências que vem sendo sentidas pelos funcionários da empresa chegaram à Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete. A disposição dos motoristas e cobradores de entrarem em greve ainda esta semana foi abordada pelo vereador Pedro Américo (PT) ao fazer uso da “Palavra Franca” durante Sessão Ordinária realizada nesta terça-feira 1º/09

“Nós vereadores precisamos tomar uma posição em relação ao problema. O gerente já disse que a empresa está quebrada e não tem condições de se manter. Os funcionários estão sem pagamento, sem plano de saúde e passando por dificuldade. O Fundo de Garantia deles não é depositado há três anos. Tudo é muito triste. Deus permita que nada aconteça, mas nem os ônibus estão recebendo manutenção e pode ocorrer uma tragédia a qualquer momento. Temos de nos preocupar não só com os funcionários, mas com toda a população de Lafaiete”.

Pedrinho sugeriu que os vereadores se reúnam com o prefeito Mário Marcus para discutir a adoção de providências urgentes: “Precisamos ser rápidos. Se agirmos assim, será bom até mesmo para a empresa, que não está dando conta de arcar com seus compromissos. Que o Município dê um jeito, abra nova licitação e deixe outra empresa vir pra Lafaiete. Estamos vendo que a situação está indo pro buraco e é preciso fazer alguma coisa”.

A apreensão de Pedro Américo foi compartilhada pelo presidente do Legislativo Lafaietense. João Paulo Resende (DEM) criticou a prefeitura, que poderia ter antecipado a licitação alegando descumprimento de contrato pela atual concessionária. O vereador manifestou o temor de que a Presidente venha a decretar falência antes de a prefeitura abrir o processo licitatório que definirá a futura concessionária do transporte coletivo em Lafaiete.

Prefeitura

A inércia da prefeitura frente à situação que vem sendo exposta publicamente desde a segunda-feira também preocupa os funcionários da empresa. Durante assembleia em que foi votado e aprovado o estado de greve, houve crítica à postura do prefeito Mário Marcus. “Se parar vai ser ruim pra população. Não estou vendo o prefeito preocupado com isso, os vereadores, as autoridades da cidade. Parece que não estão ligando pra isso”, disse um dos funcionários.

Ontem o Fato Real questionou o prefeito Mário Marcus sobre o assunto. Ele optou por não conceder entrevistas devido ao período pré-eleitoral e disse que iria consultar o setor jurídico sobre indicar alguém da prefeitura que pudesse falar sobre o assunto.

Por volta das 10h da manhã de hoje o Fato Real fez novo questionamento, desta vez ao Setor de Comunicação da prefeitura, sobre quem seria indicado para falar com a imprensa sobre o assunto. A resposta veio após às 16h, de que uma nota seria emitida e ainda aguardamos o envio.

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