Fato Real
Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix Gerais

Negligência fatal

Infelizmente, cumpriu-se o prognóstico sombrio de que Lafaiete se tornaria um dos epicentros regionais da pandemia em Minas Gerais e infelizmente medidas restritivas tiveram que ser tomadas, fechando novamente o comercio não essencial.

Chegamos ao ponto crítico da crise sem conseguir aplicar o remédio capaz de conter a expansão rápida do coronavírus: o rigoroso isolamento social e o uso de máscaras. Nessa questão, aliás, o Brasil já pode se considerar o campeão mundial da bagunça, tendo na liderança um presidente que nega desde o início o tamanho do problema e, de forma irresponsável, não perde a oportunidade de conclamar a necessidade de as pessoas voltarem às ruas.

Muitos de nossos cidadãos, em especial os jovens, se aglomeraram nas festas do final do ano passado, nos bares e baladas, nas festas clandestinas nos sítios, nas festas não clandestinas nas casas de parentes e amigos e nas viagens para as praias no Carnaval e insistem nessas viagens nos finais de semana nos tais bate e volta no litoral do Rio de Janeiro . Alguns, num evidente arroubo de falta de noção, fazem questão de mostrar a farra nas redes sociais.

Na parte de baixo da pirâmide social tem havido em todo o Brasil, e em nossa cidade não foi diferente, outro tipo de aglomeração. São as imensas filas de pessoas em busca do auxílio emergencial, diariamente formadas diante de agências da Caixa.

Mas o descaso não se dá apenas por necessidade. Nos bairros o que se tem visto é que dezenas de pessoas saem às ruas e se sentam em botequins como se estivéssemos em um grande e interminável período de férias. Eles, os jovens que se acham super heróis e imunes, rejuvenesceram o maldito vírus e passaram a contaminar pessoas da família que estavam em isolamento há um ano, como também passaram a ser vítimas da doença. FALTOU RESPONSABILIDADE E SENSO DE RESPEITO A SI MESMO E AO PRÓXIMO COM A VALORIZAÇÃO DO COLETIVO AO SE NEGLIGENCIAR O VÍRUS.

Recorrendo a uma metáfora médica, Lafaiete ficou como o paciente que interrompe precocemente o tratamento de antibióticos ao primeiro sinal de melhora, mas depois precisa aumentar a dose para ser curado, o que prolonga o tempo de agonia diante de uma grave enfermidade.

A entrada mais uma vez nessa situação em que todos perdem com a decretação desse lockdown, é claro que foi provocado pela falta de educação, civismo e senso de coletividade de pessoas de todas as classes sociais. Foi provocado também pela desorganização e descompasso das autoridades que insistem em não falar a mesma língua, falta de disciplina e educação da população e desespero econômico, eis o resumo da receita que transformou Lafaiete em uma calamidade estadual da Covid-19.

E por favor: Quem puder siga as recomendações de usar máscara de forma correta, higienizar as mãos com álcool em gel, e quem puder fique em casa. Façam isso por vocês e por seus semelhantes e como uma forma de homenagear os mais de setenta lafaietenses que já perderam a vida com essa doença. Só com a colaboração de todos poderemos mudar radicalmente essa equação de doentes e mortes, o quanto antes. A participação de todos agora é fundamental para preservar vidas e fazer a cidade voltar ao mais rápido possível à uma nova normalidade.

Tô Sabendo e Vou Falar!
Aaron Fênix

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