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Lafaietense cria proposta de centro de reabilitação para pessoas com deficiência

O arquiteto Marcelo Pacheco buscou introduzir os ideias de acessibilidade em sua carreira. Em seu trabalho de conclusão de curso, após diversas visitas a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Conselheiro Lafaiete, ele construiu o projeto do centro de reabilitação para pessoas com deficiência.

Marcelo conta que a paixão pela área veio da família. Já que sempre foi próximo do seu avô, Maurício Cardoso, decorador e renomado na cidade, com obras tombadas pelo Patrimônio Cultural. A sensibilidade para as pessoas com deficiências também veio de dentro de casa: a tia de Marcelo possui deficiência neurológica e precisa de diversos cuidados especiais.

Vendo a dificuldade que a família tinha, para buscar cuidados para a tia fora da cidade, pela falta de recursos em Lafaiete, o arquiteto abraçou esta causa.

O centro de reabilitação proposto por Marcelo visa atuar como facilitador, já que apesar da cidade possuir algumas estruturas destinadas à reabilitação de pessoas com deficiências, o fato de estarem em locais adaptados prejudica a acessibilidade.

Conceito imaginando pelo arquieto para o projeto
Conceito imaginando pelo arquiteto para o projeto

 O arquiteto conta que pretende que seu trabalho tenha mais visibilidade para que o poder público possa se manter atento a essa necessidade desse grupo: “Creio que projetos desse porte, apesar de extremamente importantes, são muito difíceis de serem idealizados. Porém, acredito que a divulgação deste pode pelo menos chamar a atenção da população da cidade e, em consequência disso, tanto os cidadãos quanto os órgãos públicos poderiam ter uma visão do que esses indivíduos precisam”,  conta.

O projeto

Marcelo explica que a proposta para a arquitetura do local surge a partir de diversos desafios, como: o terreno com um desnível de 7m; necessidade de intenso controle de entrada e saída de pessoas; e ter total acessibilidade, visto que muitos usuários têm mobilidade reduzida. 

Os diversos desafios, acabaram por se tornar verdadeiros norteadores e conceito do projeto. A edificação apresenta dois pontos de grande destaque, sendo eles: o pátio interno, colorido e vegetado; e o volume circular, onde se insere a rampa de acessibilidade que se tornou o “coração” do projeto. Em vista disso, a rampa de acessibilidade concentra toda a circulação do edifício, a partir desta, pode-se dirigir a todos os espaços de uso comum e reabilitação.

 

O espaço conceituado por Marcelo visa o conforto dos usuários
O espaço conceituado por Marcelo visa o conforto dos usuários

Esses, entre outros pontos, do projeto de Marcelo visam tornar a edificação um espaço adequado e de referência para a prática de atividades de reabilitação física e/ou mental para as pessoas com deficiência a partir de suas características arquitetônicas, pensadas exclusivamente para este público. E, em função disso, possibilita-se que o município atenda mais indivíduos com qualidade de serviço.

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