Fato Real
Gerais Você Repórter

Inadimplência – Efeitos da pandemia

Um ano de pandemia

Inadimplência – Efeitos da pandemia

 Inadimplência teve crescimento na pandemia/Foto/EBC
Inadimplência teve crescimento na pandemia/Foto/EBC

Há um ano tiveram início as medidas e protocolos sanitários com o objetivo de tentar reduzir a curva de contaminação pelo novo Coronavírus.

A quarentena e isolamento social impostos pelo Governo paralisaram o comércio e atividades não essenciais e em razão disso, muitas pessoas tiveram queda de rendimentos, diminuição de salário e até, mesmo, a perda do emprego. E uma das consequências que está causando muitas preocupações aos consumidores é o aumento vertiginoso da inadimplência.

As faturas dos serviços essenciais como o de abastecimento de água, energia elétrica, telefonia e internet não param de chegar. Os gastos com alimentação, saúde e transporte aumentam reiteradamente, enquanto os rendimentos estão cada vez mais escassos.

O Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei nº 675 de 2020 que tinha o objetivo de suspender inscrição de consumidores em bancos de informação como Serasa e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em virtude da pandemia da Covid-19, porém, o Governo Federal vetou projeto.

O próprio Poder Judiciário tem firme entendimento de que “não se pode culpar a pandemia por todo tipo de inadimplência”.

O que se observa é que o endividamento dos brasileiros cresceu assustadoramente e diante do momento sombrio de nossa economia, a inadimplência é inevitável.

Em pesquisa realizada no mês de fevereiro de 2021 pela empresa PoderData, 64% dos brasileiros têm alguma conta atrasada (https://www.poder360.com.br/poderdata/efeito-da-pandemia-sobre-emprego-renda-e-contas-a-pagar-vai-ao-nivel-maximo/):

Os dados levantados encontram-se em consonância com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que aponta que o percentual de famílias endividadas no país chegou a 66,5% em janeiro de 2021 (pesquisa divulgada no dia 18/02/2021).

Na contra mão disso tudo, nos esbarramos com a forte e agressiva estratégia das instituições financeiras, que segundo o Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN, “em meio à crise gerada pela pandemia, houve uma forte expansão do crédito, onde os bancos emprestaram mais de R$ 3 trilhões aos consumidores”.

Sem falar que muitas das vezes a estratégia do banco chega a ser criminosa, pois, se tornou comum a realização de depósitos em dinheiro nas contas bancárias, principalmente dos aposentados e pensionistas, e o indevido desconto das parcelas de empréstimos não contratados nos benefícios previdenciários do consumidor.

Diante dessa grave crise econômica/financeira em que assola o país, nesse momento, os técnicos e colaboradores da ASPROCON sugerem a reeducação financeira para tentar diminuir o impacto da pandemia no orçamento familiar.

10 DICAS PARA SE TER UMA VIDA MAIS ECONÔMICA:

  • REPRIMA SEU IMPULSO DE COMPRAR

Não compre no impulso. Tenha calma, espere um pouco, pois o tempo te ajudará a perceber se realmente precisa ou não daquele produto ou serviço;

  • TENHA CUIDADO COM AS PROMOÇÕES

Não compre algo que não precisa, apenas por estar barato. Nesse momento, compre o que for necessário;

  • FIQUE DE OLHO NAS FATURAS E NO EXTRATO BANCÁRIO

Tenha o hábito de verificar detalhadamente as faturas de cartão de crédito e de extratos bancários para evitar que valores adicionais ou indevidos sejam cobrados. Seja titular de contas digitais que não cobram tarifas e use o PIX para transferências de valores;

  • PEÇA DESCONTOS

Tenha o costume de pedir descontos, não tenha vergonha, peça independente do produto;

  • FAÇA PESQUISA DE PREÇOS

Antes de fechar o negócio, faça uma pesquisa de preços nos concorrentes;

  • CARREGUE SEU CELULAR DE DIA

Evite aparelhos celular na tomada carregando durante a madrugada, pois, além de gastar muito mais energia, diminui a vida útil do aparelho;

  • SEGUROS ADICIONAIS

Na hora da compra de um produto, não caia no conto do vigário, evite comprar seguros de garantia estendida, faça a opção pela garantia do fabricante;

  • ALIMENTAÇÃO

Evite gastos com refrigerantes, salgadinhos, alimentos industrializados, pois, além de bem mais caros, não matam a fome e não fazem bem para a saúde;

  • NEGOCIE SUA DÍVIDAS

Antes de pagar uma conta que está atrasada, entre em contato com o credor e negocie os juros, as multas, etc, pois, muitas instituições estão atentas aos efeitos da pandemia e abertas a dar descontos. Mas não se esqueça! Antes de aceitar qualquer proposta tenha certeza do quanto você pode pagar por mês.

  • ATENÇÃO AO FAZER EMPRÉSTIMOS E FIQUE ALERTA A QUALQUER DESCONTO INDEVIDO NO SEU BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO

Antes de contratar qualquer empréstimo, procure saber sobre as taxas de juros e muito cuidado com a promessa de recebimento de “troco” nas operações de portabilidade, pois, na verdade, muitas vezes os bancos fazem é um novo empréstimo aumentando o número de parcelas a serem pagas. Por fim, se desconfiar de descontos indevidos na conta bancária ou no benefício previdenciário, procure ajuda no PROCON, na ASPROCON, no Ministério Público ou na Justiça.

AAPROCON

A ASPROCON é uma Associação sem fins lucrativos que atua em Conselheiro Lafaiete na defesa dos direitos do consumidor através de atendimento gratuito e presencial na sua na Praça Nossa Senhora do Carmo, nº 335, Centro, Cons. Lafaiete, ou pelos canais online, site: www.asprocon.org.br, e-mail: [email protected] ou Telefone (31) 3721-2482. Siga a ASPROCON nas redes sociais (Instagram: @asprocon.org) e fique por dentro dos seus direitos.

Se você quer ver sua reclamação, foto, denúncia ou elogio no Fato Real; se quer enviar uma pauta ou sugestão de reportagem, envie seu email para [email protected]

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!