Fato Real
Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix Gerais

Eleições 2020#VemPraUrna


Neste domingo, dia 15 de novembro, dia da Proclamação da República, as cidadãs e cidadãos de todo o pais, aptos a votar são chamados a comparecer às urnas para eleger prefeitos e vereadores e os eleitos estarão no comando dos municípios nos próximos quatro anos. Aproveitando a importância deste dia, para nós munícipes transcrevo hoje nesta coluna semanal, trechos de uma de crônica escrita pela grande escritora Raquel de Queiróz, publicada no ano de 1947, intitulada “VOTAR”. Dizia ela: “Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo. Escolhemos pelo voto aqueles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas – e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! Escolhemos igualmente pelo voto aqueles que nos vão cobrar impostos e, pior ainda, aqueles que irão estipular a quantidade desses impostos. Vejam como é grave a escolha desses cobradores. Uma vez lá em cima podem nos arrastar à penúria, nos chupar a última gota de sangue do corpo, nos arrancar o último vintém do bolso. Escolhemos nas eleições aqueles que têm direito de demitir ,nomear,e presidir a existência de todo o organismo burocrático.

E assim, amigos, quando vocês forem levianamente levar um voto para o Sr. Fulaninho que lhes fez um favor, ou para o Sr. Sicrano que tem tanta vontade de ser governador, coitadinho, ou para Beltrano que é tão amável, parou o automóvel, lhes deu uma carona e depois solicitou o seu sufrágio – lembrem-se de que não vão proporcionar a esses sujeitos um simples emprego bem remunerado. Vão lhes entregar um poder enorme e temeroso vão fazê-los quase reis e tudo isso pode se virar contra nós e nos destruir, como o monstro Frankenstein se virou contra o seu amo e criador. Votem irmãos, votem. Mas pensem bem antes.

Votar não é assunto indiferente, é questão pessoal, e quanto! Escolham com calma, pesem e meçam os candidatos, com muito mais paciência e desconfiança do que se estivessem escolhendo uma noiva.
E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto. Meu amigo eleitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar este ou aquele candidato, não se preocupe.

Não se prenda infantilmente a uma promessa arrancada à sua pobreza, à sua dependência ou à sua timidez. Lembre-se de que o voto é secreto.
Se o obrigam a prometer, prometa. Se tem medo de dizer não, diga sim. O crime não é seu, mas de quem tenta violar a sua livre escolha. Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem medo, não se esqueça de que DENTRO DA CABINE INDEVASSÁVEL VOCÊS SÃO HOMENS E MULHERES LIVRES.

Falte com a palavra dada à força, e escute apenas a sua consciência. Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno”.

Tô Sabendo e Vou Falar!
Aaron Fênix

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