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Coordenação de saúde nega redução de serviços com a fusão do CAPSi e Instituto São Dimas

A Secretaria de Saúde de Conselheiro Lafaiete anunciou no início do mês que o Instituto São Dimas, importante órgão municipal que dá apoio às crianças e adolescentes nas áreas de assistência social, terapia ocupacional e psicologia, seria fundido com o Centro de Apoio Psicossocial (CAPS Infantil).
A reestruturação no funcionamento do órgão causou preocupação em pais de crianças atendidas no local. Alguns dos responsáveis temem que a iniciativa seja prejudicial para os filhos que são atendidas pelos profissionais do Instituto São Dimas. A resistência à mudança também foi manifestada por alguns funcionários.

Sem prejuízo dos serviços

O coordenador do projeto de reestruturação e psicólogo, Michel de Rezende Costa, falou sobre o assunto em entrevista à jornalista Gina Costa no “Jornal Falado Carijós”. Segundo ele, houve uma reunião com as famílias, esclarecendo que o projeto será desenvolvido ao longo de todo ano com o apoio da comunidade. Para Michel, a fusão ampliaria os serviços prestados para as crianças: “Não reduzimos a rede de atenção psicossocial apenas ao atendimento de psicólogos e psiquiatras. Isso foi um ponto muito discutido na reunião com as famílias. A gente enfrenta uma série de estigma e preconceitos em relação a toda rede de atenção psicossocial. Principalmente por entender que essa rede deveria atender casos específicos do âmbito da psicologia e da psiquiatria. E hoje, a gente sabe que toda essa rede está fundamentada na prática de uma clínica ampliada. Ou seja, de uma clínica que busca entender as particularidades, as necessidades de cada indivíduo, bem como do sujeito dentro de um serviço”.

Os profissionais do Instituto São Dimas serão reintegrados ao sistema e farão parte da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial)
Os profissionais do Instituto São Dimas serão reintegrados ao sistema e farão parte da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial)

Ainda segundo o coordenador, após o encontro com os setores da comunidade, o projeto tem sido visto diferente e que começa a ganhar apoio: “Depois dessa apresentação e discussão desses pontos, nós vimos que os pais, vereadores e conselhos se mostraram abertos ao diálogo, procurando entender que o projeto contempla dois princípios importantes do Sistema Único de Saúde que é a integralidade e universalidade do acesso. E que o tratamento hoje feito no CAPS tem um olhar para além da medicação, para além das figuras do psiquiatra e do psicólogo. É um atendimento que contempla vários aspectos psicossociais no sentido de olhar essas várias demandas que o usuário do serviço apresenta” pontua.

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