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Caçambeiros protestam na região por aumento do valor do frete

Manifestantes durante o protesto
Manifestantes durante o protesto

Desde o último domingo 21/02  ocorre uma movimentação em protesto pelo do frete pago pelas empresas da região pelos serviços de frete.

A manifestação tem sido realizada pelos “caçambeiros”, caminhoneiros que prestam serviço para as empresas de minérios em regime autônomo em cidades como Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Ouro Branco, Jeceaba e outras. Segundo estes profissionais o valor pago pelo frete e o preço do combustível têm tornado inviável o trabalho de transporte de cargas, em relação ao pagamento realizado pelas mineradoras, que mesmo diante do aumento do preço do minério, não fez nenhum repasse.

Fato Real esteve no local
Fato Real esteve no local

Uma das saídas propostas pelos entrevistados pelo Fato Real seria que as empresas agregassem o percentual do reajuste do preço do combustível no frete. No entanto, segundo alguns dos manifestantes, eles conversaram previamente com representantes das empresas, mas não foi possível chegar a um acordo. “Desde quando o combustível ainda era três reais por litro, até hoje, que o combustível está  mais de cinco reais, nunca houve um reajuste até hoje. Tudo subiu, e até agora a gente continua com o mesmo valor do frete” pontuou um dos caçambeiros.

Forte aparato de segurança garantiu passagens de comboios
Forte aparato de segurança garantiu passagens de comboios

Eles alegam que a manifestação é pacífica e não interfere no tráfego de veículos na rodovia. Os caminhões não estão estacionados às margens da BR e, sim, nas residências dos proprietários. Porém, pela manhã de hoje eles tentaram convencer que alguns colegas que seguiam viagem parassem. Houve interferência da Polícia Militar e Polícia Rodoviária.

Aproximadamente 100 trabalhadores se revezam no ponto de concentração próximo a um posto de combustível, onde improvisam alimentação e buscam chamar a atenção para apoio ao movimento. Não existe previsão para o encerramento do movimento.

Polícia

Comandante Tenente Coronel Eduardo falou com a imprensa
Comandante Tenente Coronel Eduardo 

Os manifestantes reclamam da atuação policial durante o protesto. Além da repressão aos trabalhadores, eles criticam o fato dos policiais estarem realizando a escolta de carros das empresas e ameaçado alguns dos caminhoneiros. Uma churrasqueira que eles usavam teria sido recolhida pelos policiais

O Comandante do 31º BPM, Tenente Coronel Eduardo explicou ao Fato Real a atuação policial no local: “A Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal têm acompanhado e monitorado esse movimento, que vinha se desenvolvendo de maneira pacífica, sem fechamento de vias nem atos de vandalismo ou violência. No dia de hoje, as empresas afirmaram que apresentam dificuldade em relação a insumos que garantem o funcionamento delas como um todo. E nessas circunstâncias elas estão organizando comboios para que eles garantam esses estoques mínimos de insumos. Hoje, durante a escolta de um desses comboios pela PRF, eles foram surpreendidos na altura do Murtinho com o fechamento da via por parte dos manifestantes”.

Ainda segundo o Comandante, a PM atuou, sem o uso de força. Apenas com o convencimento, os manifestantes deixaram a via e a maioria dos caminhões continuaram o comboio.

O Comandante pontua que os policiais têm tentado estabelecer relação, mas encontram dificuldades, pois nenhum dos manifestantes se identifica como liderança. Possivelmente com medo de retaliação das empresas.

Caçambeiros tentam  convencer colegas a pararem
Caçambeiros tentam convencer colegas a pararem

Os caminhoneiros admitem que tentam encostar os caminhões de minério que passam pela via, mas que em nenhum momento fecharam a BR.

Fotos: Fato Real/Ana Cândida.

 

 

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