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Vereadores discursam sobre aglomerações públicas e insegurança na policlínica

Conselheiro Lafaiete começou a semana ultrapassando a marca de mil casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus. O expressivo e preocupante número de casos foi comentado em sessão ordinária realizada na manhã desta terça-feira (20/10) da Câmara Municipal.

Jovens x idosos

Aglomeração na Tavares de Melo/Arquivo
Aglomeração na Tavares de Melo/Arquivo

O vereador Geraldo Lafayette (DEM) observou que os mais de mil casos confirmados pode não ter chamado tanto a atenção em razão da relativa tranquilidade com que o Município vem enfrentando a pandemia e das poucas mortes por COVID-19 ocorridas ao longo dos últimos sete meses. Porém, o vereador advertiu que o novo coronavírus continua circulando e apontou razões concretas pelas quais aglomerações precisam ser evitadas, principalmente pelos jovens: “Não sou contra a diversão; também gosto da noite, mas acho que o momento é de cautela. O jovem, se contrair o vírus, talvez não tenha os sintomas nem precise de médico. Porém, sobretudo o jovem é o vetor que leva o vírus pra casa e pode transmiti-lo aos pais, avós e vizinhos. Este é o grande perigo, pois a COVID tem ceifado as vidas dos nossos idosos. Acho falta de respeito a gente não valorizar aqueles que nos deram a vida e nos possibilitaram ser jovens. Por isso faço um clamor aos jovens, não para que deixem de se divertir, mas que se previnam, pois temos visto os bares lotados de pessoas sem máscara e sem tomar nenhum cuidado!”.

Policlínica

Vidros de janelas foram quebrados na policlínica
Vidros de janelas foram quebrados na policlínica

O alerta de Geraldo Lafayette foi compartilhado por José Lúcio Barbosa (DEM), que fez uso da “Palavra Franca” em seguida. O vereador aproveitou para comentar o episódio do último fim de semana, quando um desconhecido destruiu uma vidraça da Policlínica Municipal e fez ameaças às funcionárias de plantão. Citando matéria publicada pelo Fato Real, José Lúcio disse não entender a demora da Polícia Militar em atender a ocorrência: “Durante a madrugada, quando não há quase trânsito nenhum, a polícia levar uma hora pra comparecer à Policlínica, achei estranho, a não ser que todas as equipes estivessem empenhadas em alguma missão muito importante. Se, ao invés da barra de ferro, a pessoa estivesse armada com um revólver, teria matado todo mundo e já estaria em Belo Horizonte no decorrer de uma hora. Num mundo tão dinâmico como o de hoje, as ações podem ser mais rápidas”.

José Lúcio lembrou os primeiros anos da Policlínica, época em que quatro policiais se revezavam em turnos de seis horas na unidade de pronto socorro e as ocorrências eram registradas 24 horas por dia no próprio local: “Hoje não tem mais policiamento nem vigilância da Guarda Municipal. Pra quem convive nas instituições de saúde, paciente entrar em surto chega a ser coisa normal, mas é preciso pensar com mais carinho na segurança dos funcionários e usuários”, alertou o vereador.

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