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Vereador acata pedido de funcionário e pede suspensão de trabalho presencial em escolas municipais

Lafaiete está na Onda Roxa
Lafaiete está na Onda Roxa

Conselheiro Lafaiete segue os protocolos da Onda Roxa, a mais restritiva do Minas Consciente, que permite que funcionem apenas os estabelecimentos e serviços considerados essenciais.

De acordo com o programa do Governo do Estado. No entanto, há dias o portal de notícias Fato Real registra reclamações de funcionários que não compreendem as razões que, em um momento de agravamento da pandemia, exige-se que profissionais de algumas escolas municipais trabalhem de forma presencial, em Conselheiro Lafaiete.

 Vereador Oswaldo Barbosa
Vereador Oswaldo Barbosa

Esse assunto foi debatido nesta quinta-feira (19/03) na tribuna da Câmara Municipal pelo vereador Oswaldo Barbosa (PV): “Durante o período de imposição da Onda Roxa, está suspensa a entrega aos pais e responsáveis dos materiais pedagógicos aos alunos. Portanto, por que se faz necessário esse atendimento presencial ao público? Somente efetivação de matrículas e emissão de transferências. E isso pode ser agendado. Vale lembrar que estamos em tempo de ensino remoto e manter a obrigatoriedade dos profissionais de educação na Onda Roxa não é coerente”. O vereador ainda lembrou que a situação é agravada pelo déficit no transporte público e pelo fato de haverem servidores do grupo de risco trabalhando no setor da educação.

No início da semana, o Fato Real denunciou esta situação. Na noite do domingo (14), alguns funcionários de escolas começaram a receber mensagens de diretores via aplicativos, infirmando que estariam dispensados do trabalho presencial. Na segunda-feira (15) foi informado que enquanto Lafaiete permanecer na Onda Roxa, o atendimento ao público oferecido pela Secretaria Municipal de Educação será feito através de agendamento pelo telefone e as escolas municipais realizarão atendimentos agendados pelos respectivos telefones.

Falta de diálogo

Diversos funcionários de escolas citam uma intransigência e falta de diálogo com o secretário municipal de Educação, Albano de Souza Tibúrcio. Há algumas semanas, o portal Fato Real e o Jornal Falado Carijós também, tenta, sem sucesso, o agendamento de uma entrevista para esclarecer a questão.

A última resposta dada ao repórter Fernando Baeta (Rádio Carijós, emissora parceira do Fato Real) é de que o secretário recebeu sua pauta, porém está com uma agenda muito apertada, e tão logo seja possível iria marcar um horário para atendê-lo. A primeira entrevista foi solicitada em 18 de janeiro. Nesta quinta-feira completaram-se dois meses.

Carta

Funcionários de escolas municipais, alegando temer represálias devido a denúncias, pediram a preservação da identidade, mas enviaram uma carta à nossa redação que, cita em determinados trechos:

(…) “A Secretaria de Educação deixa seus funcionários à mercê de uma sorte injusta de não serem contaminados. Fazendo setores inteiros, juntamente com suas famílias, correrem risco”.

(…) “Obrigado nosso governador por, durante esse momento caótico de aceleração desenfreada da doença manter todos os funcionários isolados, em trabalho remoto em suas casas, no aconchego familiar, cuidando de si e do próximo. O mesmo agradecimento não posso fazer ao Sr. Digníssimo Prefeito Municipal e Secretário Municipal de Educação, ambos solicitam exacerbada e exagerada exigência de manter seus funcionários em atividade presencial. Sendo inconcebível entender que mesmo sendo sob escala”.

(…)  “Basta um contaminado passar para outro colega que a bola de neve está confeccionada. Tivemos pessoas que testaram positivo,então é óbvio que uma pessoa infectada de uma escola passa para outra saudável”.

Uma das denunciantes disse: “Tentei contato com secretário de Educação e me foi respondido que temos de seguir o decreto municipal, ou seja, “cale a boca e vá para o perigo.” Na própria Secretaria de Educação ao ir lá apurar se eu conseguiria ser ouvida – idéia mais errônea de minha parte – fiquei sabendo de casos de dentro de lá mesmo – positivos que ficaram dias trabalhando até terem resultado definitivo. O que nos deixa completamente incrédulas sobre qual é o verdadeiro papel dessa gestão.  Será que a Secretaria de Educação atual é tão maior que a estadual ou tão mais desorganizada para não conseguir realizar suas atividades como a rede estadual?O que pretendem com tamanha falta de humanidade? Em algumas escolas não estão sendo convocados funcionários para se arriscar, outras sim. Quem é o bem? Ou mal? clamo por averiguação sobre tamanha falta de capacidade de percepção do óbvio. Fique em casa! Cuide-se”!

Um grupo de trabalhadores em escolas municipais disse  que não descarta a possibilidade de denunciar o prefeito Mário Marcus por descumprimento do protocolo do Minas Consciente, já o programa e não inclui o funcionamento de escolas entre os serviços considerados essenciais, neste momento. A exceção é para atividades de ensino presencial referentes ao último período ou semestre dos cursos da área de saúde.

Estado

Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) determinou que todas as escolas da rede estadual em localidades inseridas na onda roxa do Plano Minas Consciente devem permanecer fechadas, sem atendimento presencial à comunidade e funcionamento interno, considerando a Deliberação do Comitê Extraordinário Covid-19 publicada em 17/3.

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