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Acordo entre Copasa e MP busca fim do mau cheiro da ETE do rio Bananeiras

Nos últimos dois anos, a Copasa foi alvo de ações judiciais em Conselheiro Lafaiete por ter faltado com compromissos assumidos em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado junto ao Ministério Público Municipal.

Promotor Glauco Peregrino

Segundo o promotor Glauco Peregrino, titular da Curadoria do Patrimônio Público e Defesa do Consumidor, a companhia de saneamento havia se comprometido a implantar medidas destinadas a eliminar o mau cheiro provocado pelo processo de tratamento de esgoto na ETE do rio Bananeiras, um transtorno que há anos incomoda os moradores da região da Barreira, bairro Satélite e adjacência.

Em março de 2018, ao término de um ano de negociações, Copasa, Ministério Público e município de Lafaiete celebraram novo acordo, pelo qual a concessionária dos serviços de saneamento básico foi obrigada a elaborar e apresentar à comunidade um projeto para eliminar definitivamente o forte odor proveniente da ETE Bananeiras. Segundo Glauco Peregrino, o projeto foi concebido e submetido aos moradores dentro do prazo estipulado e, na sequência, a Copasa procedeu à contratação da empreiteira encarregada de executar o serviço: “O acordo previa que até 30 de janeiro de 2019, a empresa faria a contratação das obras para o efetivo tratamento desses odores. Ela já nos apresentou o contrato assinado com a empreiteira. O acordo prevê que as obras deverão estar concluídas até janeiro de 2020. Vale ressaltar que foi contratado o controle de odores não apenas para a ETE Bananeiras, mas, de forma preventiva, também para a estação de tratamento do rio Ventura Luíz.”

Glauco Peregrino manifestou a esperança de que, finalmente, o odor desagradável que virou rotina para as comunidades daquela região vai ser coisa do passado: “Vamos aguardar a execução das obras necessárias e monitorar o sucesso destas medidas. Nossa expectativa é de que, ao término das obras, finalmente a população vizinha à ETE Bananeiras tenha resgatada sua dignidade e o direito de viver em uma região livre do problema dos maus odores que a assolaram durante tantos anos”, declarou o curador.