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Impasse sobre reajuste persiste e usuários continuam sem ônibus em Congonhas

Apenas 5% da frota circulou nesta terça-feira

A luta dos motoristas do transporte público de Congonhas por aumento salarial chegou ao impasse. A categoria insiste na correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais aumento real em torno de 4%. A empresa concessionária do serviço argumenta que não tem dinheiro, sequer, para repor a inflação. Diante da informação repassada pela classe patronal, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Conselheiro Lafaiete (SINTTROCOL), que também representa os interesses dos trabalhadores de Congonhas, confirmou que a decisão da categoria é pela continuidade da paralisação: “A empresa alega que, se não houver reajuste nas passagens, ela também não reajusta os salários dos trabalhadores. Os funcionários, que não têm nada a ver com o reajuste das passagens”, informou o presidente Ivanildo Abrantes de Paiva em entrevista ao repórter Ilton Ferreira, da rádio Difusora de Congonhas. O sindicato diz receber reclamações dos funcionários, que estão há três anos sem reajuste. A empresa diz que paga em Congonhas salário semelhante ao recebido pelos profissionais da capital. A categoria diz que está aberta ao diálogo, mas, se não houver acordo a perspectiva é que o movimento continue.

Palavra da empresa

Também ouvido pela reportagem da rádio Congonhas, o gerente da empresa Viação Profeta, Sérgio Maurício, confirmou a impossibilidade de aplicar o reajuste pedido, mas negou que os rodoviários estejam há três anos sem melhorias salariais: “A data-base da categoria é 1º de março e, desde então, eles vêm tentando negociar com a empresa. A reivindicação inicial é de 3.94% de reposição pelo INPC mais 4% de aumento real. Só que a empresa não tem como dar nenhum ganho real e eliminou a reivindicação da pauta, mantendo a negociação do INPC. O último reajuste de tarifa que tivemos foi em 2016. Mesmo assim, sustentamos reajustes salariais em 17 e 18 de forma negociada: parte foi concedida através do cartão-alimentação. Mas agora em 2019, mais uma vez sem reajuste de tarifa, é impossível dar qualquer tipo de aumento”, argumentou o gerente.

Segundo Sérgio, a viação Profeta amargou um recolhimento de receita por conta na redução no número de usuários do transporte coletivo em Congonhas. Mesmo assim, não deixou de renovar a frota e zelar pelo bem-estar dos passageiros, mantendo os ônibus limpos e em plenas condições de trafegabilidade. Para reduzir despesas, a totalidade dos cobradores foi dispensada e 100% dos ônibus de Congonhas são equipados com catraca eletrônica.

Ainda de acordo com o gerente, apenas 5% da frota circulou nesta terça-feira, o que equivale a apenas cinco veículos em movimento.

Diante da situação os passageiros devem, novamente, enfrentar a escassez de transporte coletivo nesta quarta-feira 22/05.

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