Fato Real
Regional

Congonhas avança na política de inclusão educacional

Mais do que garantir a inclusão de crianças e jovens portadores de necessidades educacionais, a rede municipal de ensino executa um projeto pedagógico que contribui para a integração social, a autonomia, o desenvolvimento cognitivo e o aprimoramento das habilidades desses alunos. Além disso, é voltada para uma formação completa e livre de preconceitos, reconhecendo as diferenças e dando a elas seu devido valor. Para debater esse assunto e apresentar resultados desses avanços, a Secretaria de Educação promoveu o 3º Encontro de Inclusão, nessa quinta-feira, 6, na Escola Municipal Engenheiro Oscar Weinschenck.

Atualmente, são 122 estudantes incluídos na rede municipal de ensino, que têm acesso às salas de recursos multifuncionais e contam com professores de apoio e cuidadores. Além disso, eles são acompanhados por uma equipe multiprofissional do Núcleo de Apoio Educacional que, de fevereiro a maio deste ano, realizou 3.894 atendimentos. São seis psicólogos, seis fonoaudiólogos, duas pedagogas e três terapeutas ocupacionais que atendem alunos incluídos ou com dificuldades de aprendizagem. Os casos de deficiência mais complexos são atendidos pela APAE de Congonhas, por meio de uma parceria com a Prefeitura.

Esses dados, apresentados pela secretária de Educação, Maria Aparecida Resende, demonstram que o Governo Municipal tem expandido a política de inclusão educacional, não somente em recursos materiais, mas, principalmente, no atendimento multiprofissional. Além disso, o município promove debates sobre esse tema. “Estou muito feliz porque este é o nosso terceiro encontro. Me lembro como se fosse hoje quando uma avó, que tem um neto autista, me disse para fazermos um evento sobre inclusão com os pais. Fizemos e com outros encontros e outras formações, vimos a importância de isso acontecer”, completou.

O evento foi marcado pela presença da psicóloga especializada em educação inclusiva e analista educacional de carreira da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, Ana Regina Carvalho. A palestrante fez um percurso histórico sobre o modo como as pessoas com deficiência eram e são tratadas, passando pelos períodos de exclusão (isolamento), segregação (isolamento em instituições), integração (preparação em instituições especializadas) e inclusão (convívio e participação social). Falou, ainda, sobre o a proposta de inclusão como inovação dentro do processo educacional.

“Educação inclusiva traz a necessidade de refletir sobre a nossa prática. O ensino é sempre coletivo. A aprendizagem é individual porque cada um é cada um. O ensino, para alcançar o maior número de pessoas, deve ser diversificado. Para eu diversificar, tenho que planejar”, pontuou Ana Regina, ao refletir sobre como os professores devem encarar o processo educativo de crianças inclusivas.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!