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Prefeitos cobram em Brasília fiscalização de barragens e manutenção de empregos da Vale

Diversos prefeitos de cidades que compõem a Associação Mineira de Municípios Mineradores (AMIG), entre eles o prefeito de Congonhas, Zelinho, e de outros estados como Pará e Mato Grosso se reuniram nesta terça-feira, 5 de Fevereiro, em Brasília no Ministério de Minas e Energia (MME) e na Agência Nacional de Mineração (ANM). Eles foram recebidos pelo secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal de Oliveira, e pelo  presidente da Agência Nacional de Mineração (ANM), Victor Hugo Froner Bicca.

Prefeitos estão preocupados com segurança de barragens

Na pauta de reivindicações esteve o pedido de maior fiscalização e monitoramento nas barragens de mineração, ao que os dois órgãos do Governo Federal prometeram atender. O prefeito Zelinho reforçou o pedido aos dois órgãos para que passem a monitorar o quanto antes as barragens de Congonhas  “Fizemos o pedido porque estamos muito preocupados com os moradores dos bairros próximos à Barragem Casa de Pedra, como com toda a população de Congonhas e de outras cidades”, afirma. Os dois órgãos prometeram, em breve, estar em Congonhas.

Manutenção das atividades

Manutenção de empregos é preocupação de prefeitos

Outra solicitação foi a não paralisação das atividades da mineradora Vale na Mina Fábrica, localizada entre os municípios de Congonhas, Ouro Preto, Belo Vale e Itabirito, como na mina de Nova Lima.

Consultor da AMIG e ex-prefeito de Itabirito, Juninho Salvador fez uma exposição com os dados que comprovam os prejuízos que as cidades da região como toda Minas Gerais terão, caso aconteça a paralisação das atividades da Vale para reparo nas barragens. Serão cerca de 2 mil empregados afetados somente na Mina de Fábrica, além de prejuízo aos cofres dos municípios e do Estado. Segundo o levantamento o Estado perderia mais de R$ 300 milhões de reais por mês com o fechamento temporário da Mina Casa de Fábrica. Congonhas teria prejuízo mensal de R$ 1 milhão.

CSN confirma tecnologia de rejeito a seco

A Agência Nacional de Mineração  informou também ao prefeito de Congonhas que a CSN confirmou a aquisição de equipamentos italianos para realizar a disposição de rejeitos a seco por empilhamento. Eles irão auxiliar na diminuição de material que é depositado em barragens. Segundo a mineradora, uma parte destes equipamentos já está funcionando.

Uma segunda planta de disposição de rejeito a seco irá entrar em operação no segundo semestre de 2019. Ainda de acordo com a mineradora, ela está trabalhando para que este ano, 100% da produção da mina passem a ser beneficiada com esta tecnologia a seco.

Como consequência da medida, a CSN também informou ao prefeito Zelinho que encerrará a disposição de rejeitos úmidos em todas as barragens de Mina Casa de Pedra. A barragem, que está posicionada nas proximidades de bairros residenciais de Congonhas, entrará em processo de secagem. Com isto será descomissionada e depois revegetada.

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