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Política

Prefeito sugere que polícia pode ser acionada para evitar tentativas de invasão à policlínica

Fiscalização ao local refletiu na câmara e prefeitura

Na última semana, o vereador Divino Pereira não obteve sucesso na tentativa de acessar a ala vermelha da Policlínica Municipal, reservada para atendimento a vítimas do novo coronavírus que desenvolvam sintomas leves da COVID-19. A intenção do parlamentar seria averiguar denúncias de que não haveria pacientes na ala, que estaria servindo apenas para armazenar caixas de papelão. Posteriormente, a secretária municipal de Saúde esclareceu que, de fato, a ala ainda não havia recebido doentes de COVID porque o hospital de campanha ainda responde com tranquilidade à demanda de internações e as caixas de papelão que o vereador conseguiu ver pela janela continham medicamentos específicos para o tratamento das pessoas hospitalizadas. No mesmo dia da denúncia, a Comissão de Saúde do Legislativo visitou a Policlínica e também não encontrou nenhuma irregularidade.

Na câmara

Um dia após o episódio, Divino Pereira fez uso da “Palavra Franca” em sessão ordinária da Câmara e admitiu que tinha a intenção de usar de força para entrar na ala vermelha: “Eu dei falta de sorte porque, quando cheguei, também chegou alguém filmando. Porque, se eu estivesse sozinho, se não estivesse nem com minha assessora, ia fazer um negócio diferente; porque eles estão abusando e têm de respeitar um vereador com 20 anos de mandato. Eu ia meter o pé na porta, chamar a imprensa e chamar a polícia pra ver o que é que tá escondido lá dentro”.

Resposta

Na quinta-feira (18/06), ao participar de programa institucional do Município na rádio Carijós, o prefeito Mário Marcus comentou o episódio. Sem mencionar diretamente o vereador Divino Pereira, o chefe do executivo disse que tentativas de ingresso forçado nas dependências da policlínica expõem a risco os pacientes em tratamento na unidade: “Pessoas que deveriam dar o bom exemplo foram tumultuar a policlínica, onde há pessoas em estado grave e correndo risco de vida. Infelizmente, quiseram entrar à força e de qualquer maneira nessa ala. Não é o procedimento correto e não iremos permitir esse tipo de ação. Tanto a policlínica quanto o hospital de campanha estão preparados para chamar a polícia a qualquer momento se aparecer qualquer cidadão querendo tumultuar o ambiente”.

O prefeito acrescentou que, se houver alguma dúvida, todos que tiverem direito a fazer a fiscalização, seja em nome do Conselho Municipal de Saúde ou da Comissão de Saúde da Câmara, serão recebidos. Basta, para tanto, contatar previamente a Secretaria Municipal de Saúde e a pasta designará um profissional para acompanhar o visitante e prestar os esclarecimentos necessários.

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