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Política

Personalidades importantes na luta dos negros por igualdade são reverenciadas em Lafaiete

Nícia fez pronunciamento na tribuna da câmara

20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra – é uma data que se reveste de um significado cada vez maior desde que começou a ser comemorada no Brasil. A análise é de Nícia da Silva, integrante do Conselho Municipal da Igualdade Racial, que ocupou por 10 minutos a “Tribuna Livre” durante sessão ordinária da Câmara de Vereadores na noite desta terça-feira (19/11).

A ativista lembrou a importância simbólica deste dia, pois rememora a luta heroica por liberdade comandada por Zumbi, líder histórico do Quilombo dos Palmares, que morreu em combate há 324 anos na Serra da Barriga, no sertão de Alagoas. Segundo Nícia, o exemplo de Zumbi foi seguido por outros negros valorosos e brancos conscientes que defenderam com ações e palavras a abolição da escravidão no Brasil e a emancipação dos negros como cidadãos que têm os mesmos direitos e deveres de quaisquer outros.

A integrante do Conselho Municipal da Igualdade Racial citou figuras de peso que fizeram a diferença nas mais variadas áreas de atuação, como a guerreira mítica Dandara, o genial Aleijadinho (maior entre os escultores brasileiros), o imortal escritor Machado de Assis, Castro Alves (Poeta dos Escravos), André Rebouças (um filho de escravos que se fez advogado, deputado e abolicionista), e a maestrina e militante pelos direitos das mulheres e dos negros, Chiquinha Gonzaga. Nícia também mencionou outros ícones de memória mais recente, como o jogador Newton Santos (integrante da seleção campeã pela primeira vez em 1958), o sambista Cartola, o eterno líder sul-africano Nelson Mandela e a vereadora carioca Marielle Franco, covardemente assassinada em março do ano passado.

A militante também fez questão de reverenciar personagens marcantes que contribuíram para elevar a autoestima dos negros de Conselheiro Lafaiete e conscientizá-los sobre o papel de destaque que lhes cabe em nossa sociedade: “Nossa realidade local também nos permite destacar referências negras, como Dona Zezé e Seu Tião, rainha e rei do nosso Congado; e Dona Maria, uma de nossas mães-de-santo. Lembramos também os nossos grupos de resistência e consciência negra, que trabalham para promover a autoestima do nosso povo desenvolvendo um trabalho que, muitas vezes, não aparece na mídia, mas está constantemente presente no nosso dia a dia. São grupos de capoeira, congado, hip hop e danças de rua que promovem um trabalho informal de educação na periferia, em locais que muitos outros projetos não alcançam”.

Militantes de movimentos negros em Lafaiete foram à câmara

Nícia da Silva ressaltou a importância do Dia Nacional da Consciência Negra, que é feriado em diversas cidades, como uma oportunidade de se reafirmar o posicionamento contrário à discriminação racial e promover a igualdade entre todos, independentemente de cor, raça ou credo.

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