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Câmara pede informações sobre estacionamento rotativo em Lafaiete

A operação do estacionamento rotativo no centro de Lafaiete é uma caixa-preta que precisa ser urgentemente aberta para que se esclareça, de uma vez por todas, quanto o sistema arrecada e como os valores são investidos pelo município. A opinião, praticamente unânime, foi manifestada pela Câmara Municipal ao aprovar requerimento, de autoria dos vereadores Alan Teixeira (PHS)  e Fernando Bandeira (PTB), que pede o comparecimento à Casa Legislativa do representante do órgão responsável pela fiscalização e controle do rotativo. Ao defender o comparecimento, Fernando Bandeira argumentou que o estacionamento rotativo, talvez, nem gere uma arrecadação satisfatória para o município: “Quero ver se o município está tendo vantagem ou é só a empresa que está obtendo lucro. Digo que o município fica sempre com o ônus; com o bônus, nunca. Precisamos questionar a empresa TI Mob para que preste esclarecimentos a esta casa, tendo em vista que ela está operando há quatro anos e fez muito pouco até agora.”

Outro problema levantado pelos vereadores foi a ausência do tempo de tolerância para retirada dos veículos das vagas. Conforme lembrou o vereador Sandro José (PSDB), a tolerância de 15 minutos não está prevista em lei; foi apenas uma promessa verbal feita à Câmara pelo Departamento Municipal de Trânsito, mas não formalizada.

Vereador Alan Teixeira

Para o vereador Alan Teixeira (PHS), a obrigatoriedade da aquisição mínima de créditos no valor de R$10,00 constitui a prática de venda casada, o que é proibido por lei: “Na minha opinião, isso é venda casada; às vezes, a pessoa mora fora e só quer estacionar por duas horas, mas tem de pagar pelo talão inteiro. Isso está errado. A gente precisa acompanhar os repasses, ver se não estão prejudicando o município, saber se a parte trabalhista da empresa está em dia, e descobrir quantos agentes estão trabalhando.”

Transparência

A falta de transparência na gestão do estacionamento rotativo foi reiterada pelo vereador João Paulo Resende (DEM): “São erros sucessivos e quem sai prejudicado é o povo. A empresa não faz manutenção de nada; não pinta os estacionamentos, não faz manutenção das placas e os sinalizadores estão soltos nas ruas. O Ministério Público já devia ter intervindo nisso há muito tempo, pois todo mundo vê que o serviço que eles prestam é muito ruim. Minha dúvida é como o município fiscaliza o que eles arrecadam. O município recebe sobre a venda de créditos ou sobre a ativação dos cartões? Disseram que haveria um aplicativo para localizar as vagas, mas não funciona nada”, afirmou o vereador.

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