Fato Real
Lafaiete Polícia

Diplomas falsificados podem estar sendo usados em processos de admissão em empresas da região

A Polícia Civil prendeu em Conselheiro Lafaiete um homem de 32 anos suspeito de falsificar diplomas e históricos escolares. A prisão, efetuada no último dia 14 de junho, decorre de investigações iniciadas anteriormente e que ainda continuam em andamento. A equipe de detetives conseguiu identificar o local onde o suspeito (que o Fato Real apurou se chamar Ramon) imprimia os documentos falsos; ele foi apanhado em flagrante saindo de uma lan house portando dois históricos e uma declaração escolar,  supostamente emitidos pelo colégio Narciso de Queirós. Mas,  nomes de a escolas da cidade estão sendo usadas para falsificaçao de documentos escolares.

Documentos falsos encontrados com o suspeito

O delegado responsável pelo caso, Marcos Vinícius Vieira Rodrigues, explicou que a confecção e uso de diploma falso constituem modalidades criminosas que, mesmo diferentes entre si, ferem a fé pública. A ocorrência destes crimes já vinha sendo investigada em razão de inúmeras tentativas de uso desses diplomas e históricos adulterados em processos de admissão de empresas de grande porte da região, como CSN e Gerdau, entre outras. Os documentos que estavam com o falsificador na hora do flagrante seriam usados para um processo seletivo de emprego na Gerdau, segundo apurou a  Polícia Civil.  A PC também investiga a confecção e o uso de carteiras de trabalho falsificadas em Lafaiete e região, já que trabalhadores fazem adulterações de dados como período de experiência ou registro profissional  para “esquentar” a carteira de forma fraudulenta.

O suspeito disse que vendia cada histórico ou certificado falso por R$200,00. A  investigação aponta, no entanto,  que ele cobrava de R$400,00 a R$600 por documento falsificado. O homem foi preso em flagrante por crime de falsificação de documentos públicos e prestou depoimento. Ramon se encontra detido à disposição da Justiça e ainda é investigado por outros crimes de falsificação e estelionato.

De acordo com o delegado Marcos Vinícius, pelos delitos já comprovados, ele poderá ser condenado a até cinco anos de prisão. Ainda de acordo com o delegado, pessoas que adquiriram os diplomas e históricos falsos também estão sujeitas ao rigor da lei: “Quem faz uso de documento falso responde por um crime diferente, cuja pena máxima é idêntica ao crime de falsificação, ou seja: cinco anos de prisão. As investigações já apontaram diversas pessoas que se valeram destes documentos falsos, mas ainda continuamos apurando com o objetivo de identificar aqueles que, eventualmente, tenham feito uso destes documentos para que sejam responsabilizados”.

Marcos Vinícius Rodrigues esclareceu que, ao menos até agora, nenhuma escola teve suspeita de envolvimento ou colaboração com as fraudes: “Diplomas e históricos escolares não apresentam elementos de segurança, como ocorre com outros documentos públicos, a exemplo de carteira de habilitação e identidade. Esta característica favorece os falsificadores. Por isso e por não haver nenhuma informação até o momento, acreditamos que não haja a participação de pessoas vinculadas a instituições de ensino. Por fim, gostaria de pedir às pessoas que tenham informações sobre estes crimes que estamos investigando que procurem a Polícia Civil, ainda que de forma anônima, e nos auxiliem na conclusão das apurações. A participação da sociedade é muito importante e favorece o trabalho da polícia”, afirmou o delegado.

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