Fato Real
Lafaiete Polícia

Delegado acredita que provas são suficientes para condenação de pai de João Miguel

mateus deverá ser ouvido na próxima semana

Foi realizada na quarta-feira (02/10) a Audiência de Instrução e Julgamento do caso de Matheus Henrique Leroy Alves, preso em flagrante em julho deste ano após fugir para Salvador (BA) com parte do dinheiro arrecadado para o tratamento do próprio filho, o bebê João Miguel, diagnosticado com a doença degenerativa conhecida como AME (Atrofia Muscular Espinhal).

Uma das testemunhas ouvidas pelo juiz Paulo Roberto da Silva, titular da Vara de Execuções Penais da Comarca de Conselheiro Lafaiete, foi o delegado Daniel Gomes Oliveira, que comandou a investigação e a prisão de Matheus Leroy pela Polícia Civil.

Em entrevista ao Portal de Notícias Fato Real. Com base no que disseram as testemunhas de defesa e acusação e nas provas reunidas pelo inquérito, para o delegado a condenação do réu ocorrerá: “O que pude sentir durante a Audiência, através das perguntas formuladas pelo Ministério Público e pelos advogados de defesa, é que as provas que conseguimos colher durante as investigações e estão anexadas aos autos são muito robustas contra Matheus e não deixam dúvida de que ele desviou aproximadamente 600 mil reais das contas da campanha do próprio filho. Mesmo durante o interrogatório policial, o próprio Matheus confessou, abertamente e na presença de advogados, ter desviado o dinheiro. Ele deu detalhes de onde havia empregado o dinheiro, confirmou que fez viagens caras, se hospedou em hotéis de luxo e saiu com garotas de programa, tudo se valendo do dinheiro desviado.  A expectativa da Polícia Civil é de que, ao final do processo, ele seja condenado e responda com base nos crimes de estelionato e abandono material, pelos quais foi denunciado”.

Onde está o dinheiro?

O delegado Daniel Gomes acrescentou que a polícia ainda trabalha na conclusão das diligências. O principal objetivo agora é descobrir o paradeiro do restante do dinheiro desviado por Matheus Leroy. Já foi apurado que ele empregou 50 mil reais na abertura de uma casa de prostituição em Salvador e entregou outros 15 mil a uma garota de programa.

A suspeita dos policiais é que, ao se ver na iminência de ser preso, Matheus teria escondido ou aplicado a maior parte do dinheiro, na esperança de reaver a quantia tão logo fosse posto novamente em liberdade.

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