Fato Real
Lafaiete

Um mês depois de morte de comerciante animais continuam soltos em vias públicas

A celebração de uma missa logo mais, às 19h no Santuário Sagrado Coração de Jesus lembrará o primeiro mês da morte de Jair Egg de Miranda. O comerciante faleceu no dia 08/09 em decorrência de um acidente que sofreu na noite anterior, quando perdeu o controle sobre a moto que pilotava por causa do surgimento repentino de uma vaca na pista da rodovia MG-482, na região dos Almeidas, em Conselheiro Lafaiete.

A circunstância da morte causou enorme indignação e mobilizou a cidade na exigência de que providências fossem tomadas com urgência para que mais vidas não se perdessem em consequência da imprudência e irresponsabilidade de proprietários que se descuidam da obrigação elementar de manter o gado confinado aos limites das pastagens de sítios, fazendas e chácaras.

Familiares e amigos oram e pedem justiça por Jair

A justa revolta popular, pelo menos em princípio, parece não ter repercutido, como se esperava, entre os criadores, que preferiram apostar na impunidade e continuam deixando os animais pelas rodovias e vias públicas.

Reação

Provocada, tanto pelo inconformismo geral quanto pela postura acintosa dos donos de gado, a reação conjunta do Ministério Público, Câmara de Vereadores e Administração Municipal foi pontual. Vereadores se pronunciaram em plenário reforçando que os proprietários irregulares eram amplamente conhecidos e respondiam com ameaças a quaisquer tentativas de fazer valer as sanções previstas em lei. Simultaneamente, agilizaram-se os trâmites para a construção do curral regional, a ser administrado pelos municípios parceiros no âmbito do CODAP (Consórcio de Desenvolvimento do Alto Paraopeba).

Mas faltava encontrar alternativa para o problema principal: criar um espaço, ainda que provisório, para onde pudessem ser levados os animais de grande porte encontrados vagando a esmo pelas estradas e ruas de Lafaiete. A solução encontrada foi a utilização de parte de um terreno antes ocupado pela ASTCOL (Associação dos Sem-Teto), onde a estrutura de um curral municipal foi erguida às pressas. Segundo declarações do prefeito Mário Marcus, o equipamento já estaria em funcionamento e pronto para servir, em caráter excepcional, ao confinamento de bois e cavalos apreendidos. Para reaver o boi ou cavalo recolhido, o dono terá de pagar multa. Se, ao término de prazo preestabelecido, o animal não for reclamado, será vendido em leilão e o valor arrecadado se reverterá para a manutenção do curral municipal.

Esperança

O que se espera é que esta resposta não se restrinja aos movimentos iniciais e que as medidas adotadas, além de garantir a segurança de motociclistas, motoristas e pedestres, preservem também a integridade dos animais, que não devem pagar com sofrimento e desconforto pela inconsequência de seus donos. Só assim os familiares de Jair Egg de Miranda, como dos que se foram antes dele, poderão amenizar a dor da ausência com o consolo de que suas mortes não ocorreram em vão.

 

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