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Lafaiete Política

Repúdio a privatização da COPASA divide opiniões de vereadores lafaietenses

Moção foi aprovada com placar apertado

 Depois dos Correios e da CEMIG, foi a vez de a cogitada privatização da COPASA receber, por estreita maioria de votos, a rejeição dos vereadores de Conselheiro Lafaiete. Na sessão ordinária da quinta-feira (05/09), a Câmara Municipal aprovou a terceira Moção de Repúdio consecutiva, desta vez condenando articulações internas do Governo de Minas Gerais com o objetivo de desestatizar a companhia responsável pelo abastecimento de água e tratamento do esgoto na grande maioria dos municípios mineiros.

Autor do manifesto, o vereador Sandro José (PSDB) solicitou que o documento seja encaminhado ao governador Romeu Zema, às bancadas mineiras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, bem como à Assembleia Legislativa, além do sindicato que representa os trabalhadores da COPASA. Ao argumentar contra a privatização, o parlamentar defendeu uma solução alternativa: “Ao invés de privatizar, deve-se melhorar a qualidade do atendimento dentro de uma boa administração. Senão, vamos ter de privatizar o Governo. Basta o Governo aplicar uma política de investimento na COPASA, porque profissionais competentes a empresa tem”.

Oswaldo Barbosa (PP) foi um dos que fizeram coro à iniciativa de Sandro José: “Causa grande preocupação essa intenção dos governos federal e estadual de privatizar empresas financeiramente saudáveis. São empresas com as finanças em dia e com responsabilidade social”.

Serviço ruim

Darcy apontou deficiências da Copasa

Apesar de rechaçar a eventual privatização, os vereadores não deixaram de reconhecer a existência de problemas na companhia. Ainda durante a “Palavra Franca”, antes de a Moção de Repúdio ser posta em discussão, o vereador Darcy de Souza (SD) apontou deficiências no serviço prestado à região da Barreira: “Todos os dias, moradores do bairro Santa Luzia, no caminho para São Gonçalo, nos pedem pra ligar pra Copasa solicitando a regularização do abastecimento de água. Os próprios trabalhadores da empresa, quando ouvirem nossa fala, vão dizer que é verdade. O sistema que bombeia a água para a parte alta do bairro Santa Cruz e o Santa Luzia está constantemente com defeito. Por isso não tenho coragem de apoiar o repúdio à privatização da empresa. Hoje as nossas contas de água são pesadas e não quero que, amanhã, o povo venha dizer que estamos a favor da continuidade de uma companhia que vem causando grandes transtornos à nossa população”.

Outro a colocar em xeque a gestão estatal da Companhia de Saneamento de Minas Gerais foi João Paulo Resende (DEM), que lembrou um problema crônico dos lafaietenses para o qual não se encontrou solução definitiva: “Logo na entrada da cidade, temos um péssimo cartão de visita que é o fedor da ETE na região da Barreira. Os distritos convivem com a constante falta d’água porque a COPASA não leva o serviço pra lá e a prefeitura é quem tem de fazer. Tudo está previsto em contrato, mas a empresa não cumpre. Se, pra melhorar o serviço, ela tiver de ser privatizada, infelizmente que seja!”

Mesmo dividindo opiniões, a Moção de Repúdio à eventual privatização da Copasa foi aprovada pelo apertado placar de sete votos a cinco e encaminhada para adoção das providências citadas no documento.

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