Fato Real
Lafaiete Polícia

Preso homem que espancou D. Idê

Está preso o autor do assassinato da senhora Idê Almeida Matos. Conforme o Fato Real havia adiantado, na quinta-feira 11/02, L.N.F  de 77 anos havia se apresentado espontaneamente à Polícia Civil acompanhado de seu advogado, mas, não ficou preso.

Na tarde desta sexta-feira a Delegada de Crimes Contra a Vida, Elenita Pyramo (foto), confirmou ao Fato Real que foi decretada pela justiça hoje o pedido de prisão do senhor. “Tão logo foi decretada uma equipe da Homicídio se dirigiu à residência do acusado e houve sua condução para o presídio”, disse a delegada. Não houve qualquer tipo de resistência por parte do autor do homicídio.  

O crime

O crime ocorreu numa residência na rua Alfredo Zebral, bairro São João, em Conselheiro Lafaiete. Na sexta-feira 05/04, familiares procuraram a segunda Delegacia Regional de Segurança Pública para denunciar que a senhora Idê de Almeida Matos, de 79 anos (foto) havia sido brutalmente espancada, durante mais de seis horas seguidas, dentro da própria residência. Com diversos hematomas pelo corpo, a senhora foi encaminhada em estado grave para o Hospital e Maternidade São José, mas, não resistiu e faleceu.

Judiciário esclarece

Sobre a reportagem veiculada no portal na manhã de hoje referente a não prisão do autor confesso do assassinato, o Fato Real recebeu a seguinte nota de esclarecimento prestada pelo Juiz De Direito da 2ª Vara Criminal desta Comarca, Dr. Paulo Roberto da Silva, publicada na íntegra abaixo.

Com referência à matéria publicada ontem neste site, alusiva à morte violenta de uma idosa, fazendo menção irônica à atuação do Judiciário, tem-se que quanto ao processamento da representação pela prisão preventiva do suspeito, feita pela autoridade policial, deve ser esclarecido o que segue.

O pedido de prisão não tramitava por uma semana, pois foi recebido na Secretaria do Juízo na última segunda-feira (08/04/2019), seguindo-se à oitiva do Ministério Público e, logo depois, veio a decisão proferida na quarta-feira (10/04/2019). O pedido foi indeferido, no primeiro momento, porque não veio instruído adequadamente com a prova fática, em consonância com o disposto na parte inicial do artigo 312, do Código de Processo Penal, assim mais com a jurisprudência dos tribunais superiores de Brasília.

Como procedeu-se à oitiva do suspeito, ontem, o pedido de prisão preventiva será reapreciado ainda no expediente de hoje. Ressalto, ademais, que se verifica uma incoerência fática entre o título da matéria e o que foi noticiado acerca do momento do óbito da vítima.

Como sempre, procuro empreender, de pronto, exaustivo esforço em prol da segurança local, em posição de forte aliado dos órgãos de repressão e prevenção à criminalidade, mas com observância das disposições legais e garantias fundamentais. Com isso, é preciso que se corrija a injusta imputação de morosidade pautada em avaliação
equivocada e sem parâmetros técnicos.

Conselheiro Lafaiete, 12 de abril de 2019.
Paulo Roberto da Silva
Juiz de Direito

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