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Família pede justiça e populares organizam manifestação pela morte de Jair Miranda

Edite quer justiça pela morte do primo

Mesmo no momento de dor que os familiares estão atravessando diante da perda tão repentina e estúpida, do comerciante Jair Egg Miranda, morto em um acidente de moto com uma vaca na MG 482, uma prima dele, Edite Vieira Carneiro, conversou com o Portal de Notícias Fato Real e pediu justiça.

Edite reforçou que a morte do comerciante não pode ser atribuída a uma fatalidade, mas à irresponsabilidade de proprietários que não se preocupam em cercar adequadamente sítios e fazendas para que o gado não ultrapasse os limites do pasto: “Nosso sentimento é de tristeza, mas também de impotência ante a atitude de pessoas que, irresponsavelmente, deixam o gado solto na estrada para tirar a vida de pais de família. Uma rodovia não é lugar de gado; quem tem sua criação deve ter onde colocá-la. Quando acontece um acidente como o que matou meu primo, o gado não tem dono, ninguém aparece para assumir a posse. É preciso que as pessoas se conscientizem e tenham amor à vida de todo mundo. A vida de todos tem muito valor. Jair era uma pessoa muito querida, pai de família, trabalhador e lutador”.

Maria Edite disse que a presença de animais na pista é constante. Ela própria, por muito pouco, escapou de ter fim trágico em circunstâncias idênticas às que vitimaram o primo: “Animais na rodovia não são novidade. Outro dia, quase atropelei um touro; quando vi, estava quase em cima dele. A sorte é que estava dirigindo uma caminhonete e consegui me desviar por ser um carro mais estabilizado. Se fosse um veículo pequeno, eu teria batido”.

Justiça

Morte de Jair mobilizou a comunidade

Abalada pela perda de Jair Miranda, a mobilização é para que ele não seja um dado a mais a engrossar a triste estatística de mortes causadas por proprietários que deixam seus animais vagando por rodovias da região. A prima acredita não ser impossível a identificação e punição do dono do boi que provocou o acidente: “Como são poucas as pessoas que soltam o gado, achamos que não será difícil encontrar o responsável pela morte do meu primo. Vamos correr atrás das provas e essa pessoa vai responder por isso. Tenho fé em Deus que vai”, afirmou.

Providências

Segundo Maria Edite, o comerciante, que morava no bairro Sagrado Coração de Jesus e tinha uma mercearia na região dos Almeidas, cruzava a rodovia diversas vezes ao dia para abastecer o estabelecimento. Para evitar o risco de que novas tragédias ocorram, ela cobrou providências concretas do Poder Público: “Gostaria de fazer um apelo ao prefeito e aos vereadores, porque está nas mãos deles elaborar uma lei que proíba a presença de animais nas estradas; uma lei que socorra o povo. Afinal, depois que um acidente mata alguém, o dono do gado nunca aparece”.

Manifestação

Uma manifestação está sendo organizada para acontecer no próximo sábado (14) ao meio-dia na MG 482. Organizadores esperam uma manifestação pacífica, como homenagem ao Jair Egg, com concentração em frente à Unipac, sem fins políticos e outros afins. Somente conscientização das autoridades, para chamar atenção e resolver o problema dos animais na rodovia.

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