Fato Real
Lafaiete

Entidades propõem alternativas para reabertura responsável do comércio em Lafaiete

Comércio segue parcialmente fechado

A semana começa com expectativa sobre o funcionamento do comércio em Conselheiro Lafaiete. Na mais recente reunião do Comitê Extraordinário de Enfrentamento ao Novo Coronavírus, realizada online na semana passada, os membros reforçaram a importância de se manter as regras de distanciamento social e não estipularam data para o retorno das atividades.

Nesta segunda-feira (18/05), o prefeito Mário Marcus deverá se reunir com três entidades representativas do comércio local, quando deve receber o que o varejo define como um plano responsável, gradual e setorial da atividade. Conforme o diretor da Associação Comercial, Kennedy Neiva, trata-se de uma proposta diferenciada com base em dados apurados pelo programa “Minas Consciente”, recém-divulgado pelo governo estadual, adequados à evolução da pandemia do novo coronavírus em Lafaiete e região.

Segundo Neiva, o que está sendo sugerido não é a flexibilização pura e simples, pois em diversas cidades onde ela ocorreu a população perdeu o medo da COVID-19, apesar de o vírus continuar circulando: “Estamos propondo uma abertura regular, setorial e com responsabilidade sanitária. Após avaliar o comportamento da pandemia em Lafaiete e região, percebemos que vamos precisar ser um pouco mais restritos do que o próprio ‘Minas Consciente. Acho que chegou a hora de começarmos a fazer a reabertura da economia local e nosso plano inclui uma cláusula fundamental: toda atividade que puder voltar a funcionar será monitorada e, caso haja descumprimento, o proprietário do estabelecimento será punido. Também está previsto que, caso haja um aumento do nível de contaminação, poderemos retroceder e o comércio será fechado novamente”.

O diretor da Associação Comercial explicou que trata-se de uma atualização do plano entregue anteriormente ao prefeito, ao presidente da Câmara de Vereadores e à secretária municipal de Saúde.

Objetivo em comum

ACIAS prega reabertura responsável do comércio

Kennedy Neiva salientou que Associação Comercial, Câmara de Dirigentes Lojistas e Sindcomércio não querem a abertura do comércio a qualquer custo, mas se preocupam com a geração de emprego e renda para lojistas, funcionários e consumidores, que está diretamente relacionada à retomada da atividade econômica.

Kennedy Neiva aproveitou ainda para rebater rumores de que estaria havendo divisão entre as entidades representativas do comércio lafaietense: “CDL, Associação Comercial e Sindcomércio estão alinhados em torno do mesmo objetivo, que é a reabertura do comércio de forma responsável, gradual e setorial. Porém, se a ação proposta por alguma entidade não alcançar unanimidade entre as demais, a proponente tem autonomia e liberdade para levá-la adiante por iniciativa própria. Por isso estamos desenvolvendo várias ações em conjunto e outras separadamente. Porque a Associação Comercial não assinou determinada nota corroborada pelas outras entidades, isso não quer dizer que não reconheçamos a importância que esse documento tem; só não assinamos o documento porque, no dia anterior, havia sido entregue a primeira versão desta proposta de reabertura do comércio”, explicou.

O Fato Real havia questionado o Sindcomércio e a ACIAS sobre a ausência da assinatura da Associação Comercial nos dois últimos comunicados públicos feitos pelas entidades, onde cobravam uma definição sobre a reabertura do comércio local.

 

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