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Comitê analisará multa pelo não uso de máscara e prefeito poderá vetar o projeto

A permanência de Conselheiro Lafaiete e toda a Macrorregião de Saúde Centro-Sul na onda branca do plano “Minas Consciente”, bem como a migração para as ondas seguintes até a flexibilização total da atividade econômica, estão diretamente ligadas ao comportamento da população. O alerta foi feito na manhã desta sexta-feira (10/07) pelo prefeito Mário Marcus ao participar do “Boletim Coronavírus” da rádio Carijós.

Reiterando que a Centro-Sul foi a única das macrorregiões de Minas a avançar para a onda branca esta semana, o chefe do executivo recomendou, tanto aos estabelecimentos essenciais que já estavam de portas abertas, quanto aos que foram autorizados a voltar a funcionar, o rigoroso cumprimento dos protocolos sanitários para não haver risco de novo retrocesso. À população, Mário Marcus ressaltou a necessidade do uso de máscara ao sair de casa e evitar ao máximo a formação de aglomerações públicas para reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus.

 Multa

Prefeito pode vetar projeto de multa

Quanto ao projeto de lei recém-aprovado pela Câmara de Vereadores, que pune com multa de R$130,00 quem for flagrado nas ruas ou locais de livre acesso público sem máscara, o prefeito disse que a obrigatoriedade do uso de protetor facial foi uma das primeiras medidas postas em prática no município e a adoção ou não da cobrança de multa será submetida à deliberação do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19.

O gestor aproveitou para destacar o dado positivo de que 90% dos lafaietenses já transformaram o uso da máscara em hábito, independentemente da eventual sanção monetária. Mário Marcus observou, ainda, que a eventual aplicação de multa não será tarefa simples. Ele lembrou que o primeiro entendimento do próprio comitê de enfrentamento foi de que se deveria.  Exigir máscara apenas para ingresso e permanência nos estabelecimentos. Segundo Mário Marcus, todas as hipóteses serão avaliadas a fim de se chegar ao consenso com a Câmara. O prefeito pode sancionar a lei ou usar a prerrogativa de vetá-la. A segunda hipótese parece mais provável diante de um cenário onde o cidadão já está penalizado pelas dificuldades financeiras impostas pela pandemia. Seja pelo desemprego ou por queda brusca na renda familiar.

Solidariedade

Na cidade vários grupos já agem há meses num trabalho solidário de doação de máscaras para as entidades ligadas diretamente ao setor de saúde e para a população mais vulnerável financeiramente. Nos últimos dias outra alternativa que surgiu foi a confecção de máscaras para que sejam doadas.  Participante do grupo, o comerciante Rodrigo Jardim, explicou que a proposta é que as máscaras sejam entregues à Guarda Municipal para que doe a quem for encontrado nas ruas da cidade sem o equipamento de proteção facial, acompanhado da explicação sobre a necessidade do uso. “Acho que tem que ser assim, ajudar. Doar e orientar e não punir o povo que já está tão penalizado. Os vereadores recebem salário de 8 mil e querem multar o cidadão em R$130,00. Por que não fazem uma campanha de conscientização e doam parte dos salários deles para ajudar?”

Costureiras voluntárias farão a confecção com material doado. Inicialmente 2 mil máscaras já estariam sendo feitas.

Leia também:  Aprovado projeto de lei que prevê multa para quem não usar máscara em Lafaiete.

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