Fato Real
Lafaiete

Comércio de Lafaiete segue fechado

Contrariando a série de especulações que se espalharam pelas redes sociais durante todo o final de semana, os estabelecimentos comerciais de Conselheiro Lafaiete , em sua maioria, permaneceram fechados nesta segunda-feira 06/04 e assim devem continuar nos próximos dias.

Conforme explicou Kennedy Neiva (foto) empresário do ramo de materiais de construção e diretor da Associação Comercial de Lafaiete ainda que comerciantes e município entrassem em acordo para a abertura das lojas, mediante reforço das medidas sanitárias para proteger consumidores e funcionários, a decisão esbarraria no decreto publicado pelo governo estadual que determinou a suspensão de toda a  atividade comercial, exceto em segmentos essenciais, como supermercados e farmácias, entre outros.

Na manhã de hoje, em entrevista à rádio Itatiaia de Belo Horizonte, o governador Romeu Zema reafirmou a manutenção do fechamento do comércio. Contudo, de acordo com palavras do governador, se estudam nos bastidores meios de se iniciar a abertura gradativa, começando pelas cidades do interior, a partir do próximo dia 13.

Entidades representativas do comércio local estão em constantes reuniões com a administração municipal

Na última sexta-feira, representantes do varejo lafaietense estiveram reunidos com o prefeito Mário Marcus e a equipe sanitária da prefeitura. Ouvido pelo “Jornal Falado Carijós”, Kennedy Neiva informou que os comerciantes expuseram ao prefeito a difícil situação em que se encontram. Conforme explicou, o comércio depende diretamente do fluxo de vendas para honrar os principais compromissos e  quitar os salários dos empregados. Como não há dinheiro em caixa e esta é a semana em que os pagamentos devem cair nas contas dos  trabalhadores, muitos varejistas não sabem como resolver a equação.

Aglomeração de pessoas nas portas dos bancos em Lafaiete é preocupante

Para que o problema não se agrave ainda mais, o empresário defende que se permita o  retorno às atividades dentro de rigorosas normas sanitárias e mediante intensa fiscalização. Normas, conforme ressaltou Kennedy Neiva, que já deveriam estar sendo respeitadas onde os serviços não foram interrompidos; ele citou as filas externas dos bancos, onde não tem sido observado o distanciamento entre os clientes.

Na entrevista ao JFC, questionado sobre comerciantes que estariam  tentando burlar as determinações legais e atendendo aos consumidores com meia-porta aberta, o empresário Kennedy Neiva rebateu a informação. Segundo ele, na maior parte das vezes, portas semiabertas não significam atendimento externo. Ele argumentou que os estabelecimentos estão impedidos de atender ao público, mas não de antecipar providências e se organizar internamente para receber os consumidores quando a crise passar. O comerciante salientou que, se a infração for comprovada, o proprietário deve ser advertido, mas não considera justas multas, já que seria impossível arcar com sanções financeiras quando não há dinheiro disponível nem para atender às necessidades mais urgentes.

 

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