Fato Real
Lafaiete

Ação em Lafaiete usou cadeira de rodas para impedir estacionamentos indevidos em vagas especiais

Cadeiras de roda ocuparam vagas dos carros na avenida Telésforo Rezende

Panfletagem, exibição de faixas com frases educativas e cadeiras de rodas estacionadas no longo da avenida Pref. Telésforo Cândido de Rezende marcaram a campanha educativa contra o uso indevido de vagas de estacionamento reservadas para pessoas com deficiência. Na manhã do último sábado 08/06, a iniciativa do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD) de Conselheiro Lafaiete chamou a atenção dos motoristas que passaram pelo centro da cidade.

Por lei, pessoas com deficiência têm direto a vagas prioritárias nas ruas ou mesmo em estacionamentos de shoppings e supermercados. Conforme Rosilene Bandeira, presidente do CMDPD em Lafaiete quando um deficiente chega para estacionar, a vaga está ocupada por veículo de pessoas que não possuem deficiência. “Hoje, viemos fazer o contrário. Ocupamos as vagas dos carros para mostrar como é difícil a gente chegar num lugar para estacionar e não ter como”, disse ao Fato Real. O Conselho firmou parceria com a Guarda Municipal , Departamento Municipal de Trânsito e Polícia Militar para orientação aos motoristas sobre o respeito às vagas para portadores de deficiência e para fazer valer a lei.

Portadores de deficiência defendem o direito deles,, que não é respeitado

Para Dircilene Aparecida de Jesus Narciso, deficiente visual, e Carlos Henrique dos Santos, cadeirante, o uso indevido das vagas reservadas gera constrangimento ao deficiente. Ela afirma que as vagas são reservadas para que as pessoas com deficiência possam estacionar próximo de hospitais ou locais de exames. Ela ainda enfatiza que há muito desrespeito e falta a pessoa se colocar no lugar do outro. Ela ainda explica: “O mal-estar ocorre, por exemplo, quando há dificuldades de locomoção, com alguma dor, e acaba passando por esse constrangimento em local que por direito é nosso”.

Carlos denuncia a falta de fiscalização e de ação do poder público

Carlos Henrique dos Santos, que é cadeirante, entende que a lei não é cumprida por falta de fiscalização e conscientização, não somente da população, mas também da prefeitura. “Quem deveria estar fazendo isso que estamos fazendo aqui é a prefeitura. Essas vagas são um direito garantido do cidadão. Não só do portador de necessidades especiais, mas do idoso também”.

Carlos observa que um pequeno degrau pode representar uma montanha para quem tem certas deficiências. “Nas faixas de pedestre não têm rampas, os passeios são todos tortos. Os deficientes com problemas mais graves não conseguem andar sozinhos em Lafaiete”, denuncia ele.

 
A campanha contou com apoio das lojas maçônicas, da Ordem De Molay, da Guarda Municipal e Polícia Militar de Conselheiro Lafaiete.

O Conselho

O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência – CMDPD de Conselheiro Lafaiete reúne-se na   primeira quarta-feira de cada  mês na Casa dos Conselhos, à rua Oliveiros de Souza, 45, Centro, à partir das 17h30.

 

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