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Família se manifesta sobre agressão a idosa em Santana dos Montes

Continua repercutindo  a denúncia de uma agressão sofrida por uma senhora de 82 anos que tentou interceder pelo filho durante uma abordagem policial ocorrida na semana passada em Santana dos Montes. A família da idosa deu sua versão para os fatos e contestou a informação, divulgada em nota oficial pelo 31º Batalhão da Polícia Militar, de que a vítima teria se machucado ao cair, não mencionando a possível agressão cometida por um dos policiais envolvidos na ocorrência.

O posicionamento da família foi externado por uma neta da senhora: “Meu tio havia bebido sim e em nenhum momento negou isso. Os policiais iriam apreender a moto, mas outro tio meu, que é habilitado, se ofereceu pra conduzi-la. Quando os policiais quiseram algemar meu tio, ele tentou argumentar que não havia necessidade disso, que ele era trabalhador, não era bandido, e se dispôs espontaneamente a entrar na viatura para prestar esclarecimentos na delegacia. Ele havia sim ingerido bebida alcoólica e ninguém é a favor disso; muito pelo contrário! Só que o policial começou a agredi-lo em frente à casa da minha avó. Foi quando ela saiu para fora e começou a pedir socorro pro meu tio e implorar ao policial para que parasse. Neste momento, ele a empurrou e lhe deu um chute. Quando as pessoas foram pedir socorro para minha avó, o mesmo policial as ofendeu usando palavras de baixo calão”.

A neta da senhora agredida observou que a versão de que o tio resistiu à ordem para que entrasse na viatura não se sustenta nem mesmo no próprio boletim de ocorrência lavrado sobre o incidente: “O próprio boletim feito pelos policiais fala, em determinada parte, que o condutor teria entrado voluntariamente na viatura; portanto, como houve resistência? Portanto, não concordamos com a nota divulgada pela polícia, pois meu tio não fugiu do local, fez o trajeto de costume e parou em frente à casa dele. Se ele tivesse a intenção de fugir da polícia, não iria parar defronte à própria casa”.

Depoimento

Segundo a neta da idosa, após a  repercussão do caso, um tenente da Polícia Militar foi à residência da família e tomou os depoimentos da vítima e de testemunhas: “Agradecemos pelo apoio recebido da própria corporação e também da população, que está indignada. O que realmente esperamos agora é que os fatos sejam apurados. Este foi o segundo caso de violência registrado na cidade e tudo que a gente quer é que não aconteça um terceiro. A Justiça de Deus, sabemos que não falha e está garantida, mas queremos que a Justiça do Homem também seja feita”, afirmou.

A idosa agredida também conversou com exclusividade com o Fato Real e emocionou com uma demonstração de força e fé inabaláveis: “Vocês não precisam se preocupar comigo, porque eu estou bem. O que aconteceu comigo era pra eu estar bem pior. Levei um empurrão que me jogou a uma distância de dois metros. Machuquei os braços e as pernas. Mas, Deus é maior, Deus é fiel. Ninguém precisa se preocupar comigo; estou bem, porque Deus me ajudou e me deu forças para aguentar. Quando se tem Deus no coração nada abala a gente”, afirmou a senhora.

Nota oficial da PM

 

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