Fato Real
Gerais

Falta de medicamentos pode afetar tratamento de pacientes com Covid-19

Já é realidade a falta de medicamentos aplicados a pacientes de COVID-19 internados em unidades de terapia intensiva no país, inclusive Minas Gerais. Gestores hospitalares atribuem a falta de remédios à alta do dólar e dos preços dos princípios ativos, cuja maioria tem de ser importada, além da elevação da demanda mundial causada pela pandemia.

No momento, o mercado brasileiro registra pontos de desabastecimento de medicamentos pré-anestésicos, anestésicos, bloqueadores  e relaxantes musculares, considerados essenciais ao procedimento de entubação de pacientes.

Barbacena

A escassez de remédios preocupa a Macrorregional Centro-sul de Saúde, sediada em Barbacena e que atende a 51 municípios da região, incluindo Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco e Congonhas.

Dr.Júlio  Andrade e  Danielle Lima

Diretor técnico do hospital Ibiapaba CEBAMS, referência regional no atendimento a pacientes de COVID-19, o médico Júlio César Andrade disse que o laboratório fornecedor não dispõe nem mesmo de estoque de analgésicos para aliviar a dor de pacientes entubados. O médico intensivista frisou que a situação está difícil, tanto para os hospitais públicos, quanto para os particulares.

Substituição

Para contornar a situação, alguns protocolos de atendimento foram alterados, em comum acordo com os médicos, a fim de evitar que a situação se torne ainda mais grave enquanto a oferta de medicamentos não volta à normalidade.

De acordo com a farmacêutica Danielle dos Santos Lima, que também atua no hospital Ibiapaba, a alternativa foi substituir os medicamentos em falta por similares disponíveis no mercado sem qualquer risco à segurança e assistência aos pacientes. A especialista observou, ainda, que a situação poderia ser amenizada mediante a intervenção governamental no sentido de facilitar a importação dos medicamentos em falta.

Danielle dos Santos Lima sugeriu, ainda, o congelamento temporário do percentual de lucro das indústrias farmacêuticas, permitindo que a rede hospitalar disponha de recursos para adquirir estes remédios indispensáveis ao tratamento da COVID-19.

Fonte e foto: Barbacena on line/Rádio Sucesso

 

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