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Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix

Violência contra animais: um eco da violência social!

Coluna Vou Falar!

Violência contra animais: um eco da violência social!

 

Temos assistido ultimamente no Brasil o aumento e banalização dos crimes, sejam eles contra animais humanos ou animais não humanos. Contra humanos, não custa lembrar-se do trágico e brutal assassinato do jogador de futebol Daniel; de uma senhora de 106 anos morta a pauladas por causa de trinta reais; de uma adolescente assassinada pelo pai por ter denunciado o estupro de que havia sido vítima; de uma turista morta a pedradas em Cabo Frio; de uma criança de 10 anos espancada na porta da escola por colegas de sala; do assassinato de Marielle Franco e tantos outros que entram para a história apenas como estatísticas.

Agora os animais não humanos também estão sofrendo com a violência praticada contra eles por seres humanos. Assim como a violência sofrida pelo animal humano, as contra os animais não humanos são de embrulhar o estômago, capazes de estragar o dia e até a semana. O vídeo mostrando a enfermeira de Goiás matando seu Yorkshire; o cachorrinho que passou 12h enterrado por seu dono; a mulher de São Paulo flagrada depois de matar mais de 30 gatos e cachorros com fins de ritual; a outra que jogou seus dois cães pela janela do 10º andar de um prédio em Guaraujá; o jegue queimado com gasolina em Salvador, o cão arrastado pela camionete de seu proprietário em Salvador ou a cadelinha morta a pauladas pelo segurança de um supermercado em São Paulo, são apenas alguns dos flagrantes oportunamente apresentados pelos meios de comunicação e pelas redes sociais que nos chocam pela sua perversidade.

Como afirmava o filósofo Jeremy Benthan, ”o que importa não é que os animais sejam talvez incapazes de pensar, mas sim que são capazes de sofrer”. Sim, a violência contra animais não humanos e contra humanos tem a mesma origem e isto vem sendo amplamente documentado não de agora. Ambas as formas de expressão desta violência devem ser enfrentadas, independentemente de quem sejam as vítimas, se animais humanos ou não.

Histórias de crueldade contra animais podem ter início ainda na infância, que podem passar despercebidos, o que favorece um ciclo ininterrupto onde o mais fraco leva a pior. Estudos revelam em perfis de assassinos, antecedência de maus tratos a animais e estreito laço da violência na sociedade. Apesar da afetividade que une homens e animais, os maus tratos a eles também, acompanham a história da humanidade. É natural a dominância do ser humano quanto à natureza e os animais, mas a maldade caminha junto e com mais facilidade direcionada ao mais vulnerável, incluindo-se ai, animais indefesos que vivenciam diariamente abandono, abusos e exploração. É infinitamente comum encontrar animais maltratados inseridos em situações onde se verifica também violência doméstica, maus-tratos a idosos e crianças.

À medida que a sociedade percebe que a brutalidade contra animais é a porta para agressões a humanos, mais atenção deve dar a gente que esfola seus gatos, arrasta cães no asfalto ou tortura bois no litoral de Santa Catarina durante a Semana Santa. Em meio a tantos casos de abusos, negligência, tortura e morte, levanta-se também a indignação de muitos em favor destes inocentes que, resignados, apenas exprimem o sofrimento num tom de lamento, na expressão de dor ou ainda visivelmente impressos nas péssimas condições físicas do animal.

Arthur Schopenhauer dizia que “a compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem”. Enfim, se os humanos fossem um pouquinho mais animais eles seriam mais gente!

Tô Sabendo e Vou Falar!
Aaron Fênix

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