Fato Real
Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix

Por quem os sinos dobram? Eles dobram por ti, Brumadinho!

Senhoras e senhores amigos desta coluna, dói demais saber que tragédias humanas e ambientais como a ocorrida em Mariana e agora em Brumadinho fazem parte da história de Minas, em nome do “progresso” e do “desenvolvimento”. A busca pela riqueza cega o homem, este é causador dos maiores desastres ambientais, como os ocorridos em Minas Gerais, no qual o rompimento de barragens fez com que uma lama se derramasse pelas cidades, matando moradores, destruindo a fauna e poluindo o Rio Doce e agora o Rio Paraopeba.

Este ocorrido só teve prejuízo e mostrou ao mundo que o lucro está em primeiro lugar, pois fiscalizações e precauções poderiam ter evitado tamanho terror. Gandhi foi bem exato quando afirmou que “O mundo é suficientemente grande para todos, mas demasiadamente pequeno para a avareza de alguns”, assim afirmando que a minoria matará por falta de recursos a maioria.

Constantemente explosões de barragens como essas ocorrem em pontos distintos do Estado, algumas nem faladas pela imprensa, já que a força da grana das mineradoras impede acesso às suas instalações e costuma calar consciências através de altas somas. Depois, os políticos vão aos locais das tragédias sobrevoar e faturar uns votos, fazendo cara de choro, abraçando vítimas, se isentando de culpa, enganando a todos nós, aos atingidos principalmente. É assim desde o Brasil colônia. Mas estamos no Século XXI e isso já deveria ter sido mudado. A ausência de fiscalização sistemática e de leis atualizadas repercute como negligência e com a sensação de impunidade. Até mesmo o desinteresse da sociedade em relação ao tema potencializa as ameaças constantes ao meio ambiente. O percurso da lama tem, ao menos, de chamar a atenção das autoridades e da opinião pública para a necessidade de se aperfeiçoar todo o setor sob pena de novos desastres.

É primordial impor às empresas responsabilidades mais claras sobre as medidas de prevenção a ameaças ambientais e a vidas humanas. O conceito do Brasil como nação civilizada não admite que ele fique sujeito a acidentes ambientais de impactos tão duradouros e graves, como os causados pelas tragédias em Minas Gerais. Aguardar outro desastre para abrir os olhos já pode ser tarde demais. Até quando iremos manter a lógica destrutiva (de todos os pontos de vistas) de satisfazer os interesses das multinacionais? Serão necessários quantos mais trabalhadores mutilados e mortos? Poucas pessoas souberam escrever a idéia de humanidade partilhada como John Donne o fez nos idos do século XVI. Diz-nos Donne: “Nenhum homem é uma ilha, inteiramente isolado, todo homem é um pedaço de um continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, o mundo fica diminuído, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano.

E por isso não perguntai: Por quem os sinos dobram; eles dobram por vós”. Hoje os sinos dobram pelas vitimas da tragédia de Brumadinho.

Tô Sabendo e Vou Falar
Aaron Fênix

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