Fato Real
Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix

Drogas: Um mundo obscuro!

O recente episódio de um oficial militar brasileiro flagrado com 39 quilos de drogas dentro de um avião da Força Aérea Brasileira em solo espanhol me leva mais uma vez a repetir o meu mais angustiado tema: AS DROGAS.

Todos os dias e em toda a imprensa de todo e qualquer tipo, ela é assunto dominante. Pegue a página policial, ela está lá: drogado mata companheiro de droga porque não paga sua conta; drogado rouba carro bate no poste e se arrebenta todo; drogado assalta residência, mata o velho dono pra pegar uns trocados; drogado violenta a sobrinha de dez anos e rouba os trocados da aposentadoria da avó… e por aí afora em tudo, em todo e cada vez mais.

Caramba, nunca a criminologia teve um tema tão importante e alucinante. Passamos por crimes de violência por dinheiro, por amores, por vinganças apenas, e diferente, é que a droga não tem na sua origem estes temas clássicos e antigos. A droga é sutilmente insinuante, um cigarrinho de maconha no colégio, um crackinho no baile de sábado, uma experiência inocente de um pozinho “pra criar coragem” e ser macho com a garota ali no beco da vila.

O uso de drogas é um fato antigo na história da humanidade. Constitui um grave problema de saúde pública com sérias conseqüências negativas no futuro das atuais gerações e da sociedade, em geral. O seu consumo vem aumentando consideravelmente no seio da população brasileira, com iniciação cada vez mais precoce entre jovens e adolescentes. Muito tem de se fazer em torno desse assunto por parte da família e das instituições sociais para evitar a sua propagação e conter os danos que tem provocado na sociedade.

Um dos primeiros passos é verificar o que de fato leva o adolescente a fazer o uso compulsivo e incontrolável de drogas licita e ilícitas. Nesse particular, cabem intervenções da família, da escola, da Igreja, das ONGS e do próprio governo em todas as suas instâncias, como células educadoras. É preciso criar e oportunizar um perfil de conduta para as novas gerações de forma sistemática, sem tolher a sua liberdade, mas sem perder de vista os seus passos. O efeito devastador provocado pelo uso de drogas de qualquer natureza no seio da família e da sociedade não se restringe apenas no organismo e na conduta de quem a consome.

A comercialização do álcool (como bebida), por exemplo, apesar de ser uma droga considerada licita, deveria sofrer maiores restrições, pois o que se inicia num simples copo de cerveja numa balada, pode terminar numa tragédia em casa ou na rua, como já tem acontecido por diversas vezes. No lar, vem a desarmonia e a desintegração familiar. Na escola, gera a violência e o baixo rendimento nos estudos, No trânsito, as fatalidades; no trabalho, a solução de continuidade da produção econômica; na rua, a perturbação e a subversão da ordem pública. Imagine como seriam então os efeitos das substâncias químicas (ilícitas) no contexto social, a exemplo da maconha do êxtase, da cocaína e do crack.

É preciso, pois, interferir nas motivações que levam o jovem ou mesmo o pai de família a se enveredar pelos caminhos da droga. Por se tratar de um assunto com causas por demais complexas, o seu enfrentamento requer programas de prevenção e combate bem articulados com vários segmentos da sociedade. Não basta apenas criar postulados legais para coibir o uso e o abuso de qualquer tipo de droga por quem quer que seja, onde quer que vá. Necessário e muito necessário se faz também a família ser mais presente na vida dos filhos, saber dosar o comodismo e a liberalidade para formação de sua conduta. A escola, por sua vez, deve ser menos tecnológica e mais vigilante, as instituições, menos burocráticas e a sociedade, menos consumista. Do contrário as drogas e suas vítimas serão sempre os grandes vilões da saúde pública e um eterno fardo para a sociedade.

Tô Sabendo e Vou Falar!
Aaron Fênix

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