Fato Real
Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix

Diga não à intolerância!

Vivemos tempos de intolerância no Brasil e no mundo. A sociedade parece estar se esquecendo do quanto é importante, para a convivência social, aceitar, suportar, ser indulgente e clemente com os outros, as definições da palavra tolerar.

Entretanto, a realidade tem se mostrado infinitamente diferente. As vidas alheias provocam repugnância, ainda que nada tenhamos a ver com elas; simples gestos são vistos como ofensas e tratados como tal. A felicidade dos outros é interpretada como uma agressão e, por isso, retaliada. Mas, observem, não estou falando da Idade Média ou de países onde o Estado Islâmico dita as regras. Essa é a realidade do Brasil, um país miscigenado, banhado por culturas de incontáveis países, construído com o suor e sangue de escravos, embasado no trabalho das regiões mais pobres (a mão-de-obra ainda é proveniente, em sua maioria, do Norte e Nordeste) e, mesmo com tudo isso, detentor de um racismo e uma intolerância velados, disfarçados por estatísticas e notícias não divulgadas.

As mulheres são as vítimas cotidianas da intolerância. Doze delas foram assassinadas diariamente em média no Brasil no ano passado, com base em dados oficiais dos estados. Mulheres mortas em crimes de ódios motivados pela condição de gênero. Isso para não falarmos nos crimes de violência sexual, como estupros, assédios e exploração sexual. A cada dia as denúncias aumentam, como nos casos de agressores que agem no transporte público, mas a maioria ainda não é contabilizada.

A intolerância encontrou um terreno sólido nas redes sociais. Nos últimos dois anos 39 mil páginas foram denunciadas por violações de direitos humanos, em conteúdos racistas e de incitação à violência. Somos um país preconceituoso sim, infelizmente. No Brasil, crescem os registros de violência relacionados ao preconceito e à discriminação. Apenas para lembrarmos alguns casos: o assassinato brutal do menino Rhuan, castrado, morto e esquartejado pela própria mãe e o assassinato de um ator de televisão e de seus pais pelo pai de sua namorada mostram como estamos intolerantes ao extremo.

Os nervos estão à flor da pele, o estresse permeia nossas vidas. No trânsito, uma manobra afobada, uma buzinada insistente, logo, um grito um palavrão inenarrável! Às vezes, uma discussão, quiçá uma briga. Não raro lesões e morte. No mínimo contabilizamos um fato capaz de estragar a qualidade de nosso dia. No bar, um esbarrão, o pedido de desculpas tão apropriado nem sempre vem! E um simples fortuito tem desdobramentos que vão além do sossego e da paz!

Viver é um ato simples que requer apenas foco em sua própria vida, tolerância (pois todos têm diferenças entre si) e respeito pelo próximo. Com estas três atitudes, certamente o mundo será muito melhor.

 Tô Sabendo e Vou Falar!
 Aaron Fênix

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