Fato Real
Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix

Desigualdade social

A desigualdade social cresce a cada dia no país de forma que a concentração de renda está cada vez maior nas mãos de uma minoria. Essa classe mais privilegiada goza de todo o luxo vivendo num mundo que jamais poderia ser imaginado pela maioria da população. Viagens internacionais constantes, intercâmbios, jantares em restaurantes extremamente luxuosos, roupas de grifes internacionais, carros de luxo extremamente caros, são algumas das muitas regalias usufruídas por essa parcela da sociedade.

O outro lado da moeda revela a maior parcela da população que luta a cada dia para poder sobreviver. À custa de, em muitos casos, um salário mínimo, muitos buscam manter-se empregados para sustentar suas famílias, conseguir complementar a compra da cesta mensal de alimentos e, muitas vezes, assumem até uma segunda atividade para sustentar a renda familiar. As disparidades são grandes, enquanto a parcela mais privilegiada usufrui de um ensino extremamente caro que os prepara não só para estudarem nas melhores faculdades, como também para darem continuidade aos seus estudos em outros países, a outra parcela contenta-se com um ensino público que na maioria das vezes deixa a desejar não somente na qualidade do ensino como também de infraestrutura, e agora até mesmo segurança.

No quesito saúde a parcela segregada possui os mais caros planos de saúde utilizando-se dos mais caros atendimentos hospitalares privados enquanto que a maioria sofre nas filas do SUS para penar em um atendimento desprovido de qualidade de infraestrutura hospitalar bem como de um excesso de demanda que faz com que pessoas morram nos corredores de hospitais. Já quanto à moradia, enquanto os mais ricos possuem diversas e imensas propriedades imóveis, a minoria luta para poder conseguir pagar o financiamento inacabável de um imóvel de poucos metros quadrados que muitas vezes leva uma vida inteira para quitação.

A realidade é que o egoísmo que campeia na nossa sociedade faz com que a mesma pense sempre no velho e injusto jargão “farinha pouca meu pirão primeiro” e quando se ganha dinheiro, quer-se ganhar cada vez mais ilimitadamente para sobrepor o outro que, ficando por baixo, acaba por fazer parte de uma parcela excluída e menos favorecida que às vezes inclina-se para o crime e é discriminado pela parcela mais favorecida que, pela sua ação egoística, acaba por levar o país a essa realidade. Temos que assumir a responsabilidade sobre a forma com que as pessoas vivem. Não é uma força da natureza que produz miséria, fome e exclusão. Não é uma catástrofe que nega a expansão da cidadania. Somos nós. São as decisões que nós tomamos como sociedade, sobre como escolhemos lidar com a falta de oportunidade.

Não sei quando conseguiremos erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, como prevê a Constituição Federal. Não sei quando concretizaremos o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, como prevê a Constituição Federal. O que sei é que estamos longe desse mundo idealizado pelo constituinte de 1988. E precisamos acreditar que ele é possível, que é importante por ele trabalhar, todos os dias de nossas vidas.

 Tô Sabendo e Vou Falar
 Aaron Fênix

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