Fato Real
Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix Gerais

Brava gente brasileira!

De novo sete de setembro e esperamos que seja um sete de setembro com sol, cores, esperança e uma realidade mais amena, mais humana. Precisamos de mais poesia, mais reflexão, mais coração e muito menos violência, corrupção e falta de respeito.

Ainda somos seres humanos. Precisamos parar de agir como animais irracionais e pensar no nosso futuro, ou não haverá futuro. Em 2019 o Brasil comemora 197 anos de sua “independência”. Ser independente é ser emancipado, separado e livre. Ser livre é não depender de ninguém. Nesse contexto, o Brasil é como o sujeito que comemora a liberdade depois de passar a maior parte da vida na prisão. Só que a liberdade dele é a condicional. Liberdade condicional é aquela em que o cara está livre de dia, mas à noite dorme na cadeia. É a liberdade com certa condição. Você está livre, mas nem tanto.

Que independência, que liberdade é essa que não dá perspectiva nenhuma de amanhã? Que independência é essa que fecha os olhos para os bolsões de miséria? Para as favelas e os favelados? Para os analfabetos e os drogados, para as prostitutas e os prostituídos sem voz, vez e opção? Para os desempregados e doentes? Como festejar a nossa independência, se ela se esvai no descaso de nossos governantes, na falência da saúde, da educação, da justiça e da segurança?

Que independência é essa que nos arrasta para discussões sem ações; que nos impossibilita de fazer aquilo que une e agrega; escraviza a todos de tal forma que mata sonhos, que empobrece espíritos; que endurece o sorriso; que poda os brotos das crianças, que arranca as flores da vida, que trucida o ambiente; que destrói famílias; que joga pessoas na rua? Que independência é essa oprime os trabalhadores; que comprime os sentimentos; que escraviza os libertos, que faz a alegria de poucos em detrimento da felicidade de muitos?

Como comemorar uma coisa que não temos e que foi solapada por políticos imorais e corruptos, que ao invés de defender os direitos do cidadão, ao contrário, roubam descaradamente os impostos tantos que ele paga com tanto sacrifício? Como podemos nos considerar independentes se estamos à mercê de políticos corruptos que têm a conivência da justiça? Continuamos escravos dos impostos, reféns dos políticos; serviçais dos detentores da fortuna nesse país; subalternos da política que esmaga sonhos de empresários; escravos da vontade de poucos sobre a de muitos; refugiados da violência; vítimas dos sistemas.

Para a maioria, bastou D. Pedro I erguer sua espada e gritar “Independência ou Morte” em um enredo até bonito, que emociona e nos remete a sermos todos patriotas. Mas ser patriota não é chorar com as fantasias de uma história incerta. Ser patriota é chorar e sorrir na construção da própria história na certeza da conquista da nossa liberdade. Vamos tirar a expressão “Morte” desse grito, talvez essa palavra ainda continue como resquício prendendo nossa Liberdade. É agora a hora da verdadeira independência!Vamos buscar ações pela liberdade da vida e pela liberdade da cidadania! Vamos gritar com força e fé: INDEPENDÊNCIA OU VIDA!

Tô Sabendo e Vou Falar!
Aaron Fênix

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