Fato Real
Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix Gerais

A maldade humana

A cada dia somos bombardeados de notícias trágicas, sórdidas, de uma perversidade que parece não ter limites. Quando achávamos que um fato tinha chegado ao máximo da bestialidade do “fim do mundo”, da desumanização do ser humano, eis que surgem novas histórias ainda mais chocantes.

Iniciamos o ano de 2020 com a notícia da queda de um avião no Irã e que vitimou 176 pessoas e dias depois somos informados de que por um suposto erro humano, dispararam um míssil que derrubou esse avião com civis que nada tinham a ver com ataques de guerra. Mas e cada um de nós? Nunca fizemos coisas ruins, maldades, crueldades ainda que “pequenas”? E ainda nos isentamos dizendo: “mas isso é normal, todo mundo faz!”.

Você já bebeu exageradamente e agrediu pessoas, familiares? Participa de torcidas organizadas e espancou torcedores de time adversário? Já exagerou ao bater em filhos? Foi a baladas e junto com a turma agrediu a outras pessoas? Já acusou alguém injustamente? Difamou, caluniou? Políticos, empresários, desviaram verbas públicas que seriam para merenda escolar, área de saúde, saneamento básico? Pastores abusaram de dízimos e o pouco dinheiro dos humildes? Padres abusaram de menores, traíram o celibato? Já deram propina, “um cafezinho” para se livrar das punições legais? Ou já receberam para isso?

Desonestidades, atos ilícitos, agir erro. Isso faz parte da história da humanidade. SEMPRE HOUVE A MALDADE, A CRUELDADE, lado trevoso que teimamos em não considerarmos. Hoje o que mudou é a visibilidade que a comunicação nos trouxe multimeios, jornal, TV, Internet, rádio mostram sons, imagens que aguçam ainda mais a nossa percepção que a natureza humana é mais para a animalesca que para divina. Vemos sangue, corpos destroçados, a frieza do assassino e isso nos revolta, enfurece e queremos fazer justiça com as próprias mãos. Gente, que loucura é essa? Alguém matou de forma bárbara e os “justiceiros” querem fazer a mesma coisa? Quem é mais cruel? Se matar é o maior pecado diante de Deus, quem é menos pecador, o assassino ou o “justiceiro”?

Os animais ditos irracionais só atacam e de forma intensa quando o seu território está sendo invadido (aquele espaço que ele necessita para se defender e caçar). Nisso somos piores que eles, pois agredimos para conquistar espaços dos outros (como nas guerras). Numa sociedade tão injusta, corrupta em guerra constante (tráfico, violência, assaltos, brigas religiosas, políticas, times de futebol, cor, classe social, disputas de território, entre outras batalhas do dia- dia) estamos cada vez mais cheios de tecnologia e estranhamente cada vez mais regredidos na área moral, afetiva e espiritual. Nosso lado mais cruel, maldoso, sádico, tem superado o lado humano, generoso, cristão. Por isso, antes de julgarmos, condenarmos a tudo e a todos, sejamos mais coerentes, humildes e admitamos: todos somos imperfeitos, pecadores, potencialmente podemos agredir, difamar, trambicar nas pequenas coisas do dia- dia.

Mas sou otimista, todo esse caos está vindo para resgatar no nosso coração, nossa mente e nossa alma o que viemos fazer na vida terrena: evoluir no perdão, limpando do nosso interior as mágoas, raivas, ódios, invejas, ciúmes, apego aos bens materiais, ao poder que só adoece e infelicita o resgate da fraternidade, da compreensão, da capacidade de viver em paz no ambiente de família, nas escolas, na vida social, no trabalho é o maior sentido da vida. Se não entendermos isso, se não mudarmos os nossos comportamentos e visão egoísta, continuaremos a ter contato com a face mais cruel da existência humana.

 Tô Sabendo e Vou Fala!
Aaron Fênix

 

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